Donald Trump criticou Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, chamando-o de “Too Late” por não cortar as taxas de juros rapidamente, mesmo com dados econômicos mistos e preocupações com tarifas. Historicamente, líderes do Fed, como Arthur Burns e Ben Bernanke, foram lentos em agir, o que muitas vezes levou a recessões. Economistas acreditam que Powell pode acabar sendo rotulado como “Too Late” também, já que ele hesita em agir diante de incertezas econômicas. Embora Powell defenda que a economia está sólida, ele enfrenta pressões, especialmente com as tarifas de Trump que podem afetar o crescimento e a inflação. Recentemente, Trump afirmou que não há inflação, mas as tarifas ainda não tiveram um impacto significativo. Powell decidiu não cortar as taxas por enquanto, acreditando que não há pressa, mas alguns especialistas alertam que isso pode ser um erro, já que o mercado de trabalho costuma ser um indicador atrasado de recessões. A história sugere que o Fed pode perder a oportunidade de agir a tempo, especialmente com as incertezas atuais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, chamando-o de “Too Late” (muito tarde) devido à sua hesitação em cortar as taxas de juros. A crítica surge em um contexto de dados econômicos mistos e preocupações com tarifas. Powell, por sua vez, defende a estabilidade econômica e optou por manter as taxas inalteradas.
Historicamente, líderes do Federal Reserve enfrentaram críticas por serem lentos em suas decisões. Arthur Burns, Alan Greenspan e Ben Bernanke são exemplos de presidentes que, em momentos críticos, não ajustaram as taxas a tempo, resultando em recessões. Economistas alertam que Powell pode seguir esse padrão, especialmente diante de desafios como tarifas e inflação.
Dan North, economista sênior da Allianz Trade North America, afirmou que o Federal Reserve tende a esperar até ter certeza antes de agir, o que frequentemente resulta em atrasos. Ele acredita que, neste momento, Powell está fazendo a escolha certa ao não agir, dado o cenário incerto. Trump, no entanto, insiste que a inflação foi controlada e pressiona por cortes nas taxas.
Após a decisão do Fed de manter as taxas, Trump declarou em uma postagem que Powell é um “fool” (idiota) e que não há inflação significativa. Embora os dados de março mostrem uma inflação estável, as tarifas ainda não impactaram a economia de forma perceptível. Pesquisas indicam preocupações crescentes nas indústrias e um sentimento negativo entre os consumidores.
Durante a coletiva de imprensa pós-reunião, Powell reafirmou sua confiança em uma economia “sólida” e um mercado de trabalho que atende ao pleno emprego. Ele descartou a ideia de um corte preventivo nas taxas, apesar das preocupações do mercado. Krishna Guha, da Evercore ISI, observou que Powell pode se arrepender de sua decisão de esperar.
A história do Federal Reserve mostra que a instituição frequentemente age tarde demais. Joseph LaVorgna, economista-chefe da SMBC Nikko Securities, alertou que, se o Fed aguardar a confirmação do mercado de trabalho para agir, pode ser tarde demais. A incerteza em torno das tarifas e seu impacto na economia continua a ser uma preocupação central.
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