Durante a 88ª Convenção Bancária em Nayarit, a presidente Claudia Sheinbaum falou sobre a importância de melhorar o acesso ao crédito no México e anunciou um acordo com os bancos para aumentar o financiamento a pequenas e médias empresas em 3,5% ao ano. Atualmente, apenas 33% das Mipymes têm acesso a crédito, o que é baixo em comparação com outros países da América Latina. A convenção também marcou a troca de liderança na Associação de Bancos de México, com Emilio Romano assumindo o cargo. Ele se reuniu com um representante do Departamento do Tesouro dos EUA para discutir medidas contra lavagem de dinheiro e a necessidade de uma melhor integração financeira entre os dois países. Apesar das incertezas econômicas e da possibilidade de novos impostos dos EUA, os banqueiros acreditam que o México se sairá bem e que a relação comercial com os EUA permanecerá forte. Eles também esperam que a redução das taxas de juros pelo Banco de México ajude a estimular a economia, mas ressaltam que a banca de desenvolvimento deve apoiar com garantias, em vez de competir com os bancos.
Durante a 88ª Convenção Bancária em Nayarit, a presidente Claudia Sheinbaum enfatizou a importância de aumentar o acesso ao crédito no México. O evento, que reuniu líderes do setor bancário, resultou em um acordo para elevar o financiamento a pequenas e médias empresas (Mipymes) em 3,5% ao ano. O objetivo é que, até o final do seu mandato, 30% das Mipymes tenham acesso a crédito bancário.
Sheinbaum destacou que, apesar dos lucros recordes da banca mexicana, que superam R$ 288 bilhões anuais, apenas 33% da população tem acesso ao financiamento. A presidente também abordou a informalidade no mercado de trabalho, onde mais de 50% da população economicamente ativa está empregada de forma não formal.
Mudanças na Liderança
A convenção também marcou a troca de liderança na Associação de Bancos de México. Julio Carranza passou o cargo para Emilio Romano, presidente do Conselho de Administração do Bank of America México. Romano se reuniu com Scott Rembrandt, do Departamento do Tesouro dos EUA, para discutir controles de lavagem de dinheiro no sistema financeiro.
Romano propôs a criação de um grupo de trabalho com os EUA para melhorar a integração financeira e a troca de informações. Ele afirmou que é essencial agir de forma eficiente para proteger os sistemas bancários contra recursos de atividades ilícitas.
Desafios Econômicos
Os banqueiros expressaram preocupação com a incerteza econômica e a desaceleração da demanda por crédito. Apesar disso, a expectativa é de que o PIB cresça 0,2% em 2025 e 1,4% no próximo ano. Jorge Arce, diretor geral do HSBC no México, reconheceu que a incerteza tem dificultado decisões de investimento.
Os banqueiros concordam que a redução das taxas de juros não pode ser imposta por decreto. Eles esperam que a banca de desenvolvimento ofereça garantias para facilitar a diminuição das taxas de financiamento. A última decisão do Banco de México foi reduzir a taxa de juros em 50 pontos, estabelecendo-a em 9%.
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