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Caminhões enfrentam adulteração de diesel em até 24% em estados brasileiros em 2024

Caminhões enfrentam adulteração de até 24% no diesel em 2024, com crime organizado infiltrado em 941 postos em 22 estados.

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Em 2024, até 24% do diesel usado em caminhões em alguns estados brasileiros foi adulterado, o que gerou preocupações sobre a economia e a segurança dos veículos. Investigações mostraram que organizações criminosas estão envolvidas em esquemas de adulteração em 941 postos de combustíveis em 22 estados. Os dados, coletados pelo Instituto Combustíveis Legal, revelaram que Alagoas, Mato Grosso do Sul e Amapá estão entre os estados com os maiores índices de adulteração. A adulteração pode incluir a adição de substâncias como etanol ou metanol, que são prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, além da redução do biodiesel no diesel. Autoridades estão trabalhando para aumentar a transparência no setor e combater essas práticas, que também atraem o crime organizado, que lucra mais com combustíveis do que com cocaína. A Operação Boyle, por exemplo, revelou a participação de facções criminosas na adulteração de combustíveis e na lavagem de dinheiro.

Em 2024, até 24% do diesel utilizado em caminhões em alguns estados brasileiros foi adulterado. Essa prática, que se tornou comum no setor de combustíveis, gera impactos econômicos, ambientais e na segurança dos veículos. Investigações revelam a infiltração do crime organizado em 941 postos de combustíveis em 22 estados.

O levantamento, realizado pelo Instituto Combustíveis Legal (ICL), baseou-se em dados do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os estados com os maiores índices de adulteração do diesel incluem Alagoas (24%), Mato Grosso do Sul (18%) e Amapá (15%). No caso da gasolina, Alagoas também lidera, com 12% de adulteração.

A adulteração afeta um volume estimado de 5,42 bilhões de litros de combustível, impactando cerca de 72,1 mil abastecimentos. Apesar disso, o índice de conformidade no mercado nacional alcançou 98,1% em 2024, superando os 97,4% de 2023. A prática de adulteração geralmente envolve a adição ou remoção de componentes para manipular o preço final do produto.

Caminhões e veículos de passeio enfrentam danos e perda de eficiência devido a essa prática. O diretor do ICL, Carlo Faccio, destacou que a adulteração ocorre em várias etapas da cadeia de combustíveis, atraindo o crime organizado. As investigações indicam que facções como PCC, Comando Vermelho e Família do Norte dominam parte dos postos.

O Núcleo Estratégico de Combate ao Crime Organizado, coordenado pelo Ministério da Justiça, está avaliando medidas para aumentar a transparência no setor. Entre as propostas, está o cruzamento de dados sobre a entrada e saída de combustíveis nos postos. O secretário Nacional de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira, mencionou que diversas propostas normativas estão em discussão para coibir a adulteração.

Estudos indicam que o crime organizado lucra mais com combustíveis do que com cocaína, gerando R$ 61,5 bilhões em receita. A Operação Boyle, do Ministério Público de São Paulo, revelou a atuação de grupos ligados ao PCC na adulteração de combustíveis, incluindo a criação de empresas de fachada para lavagem de dinheiro.

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