A disputa entre a Latache Capital e os bancos Goldman Sachs e Centaurus Capital sobre a Oncoclínicas ganhou novos desdobramentos. A Latache pediu à Polícia Civil de São Paulo para investigar possíveis irregularidades, alegando que os bancos podem ter escondido informações importantes sobre a estrutura acionária da empresa durante a abertura de capital. Eles afirmam que a Centaurus não fez uma Oferta Pública de Aquisição (OPA), mesmo tendo ultrapassado 15% de participação na empresa, o que seria obrigatório. Segundo a Latache, na época da abertura do capital, apenas o Goldman Sachs tinha uma participação acima desse limite, e o banco não informou sobre a existência de um terceiro acionista.
A disputa societária entre a Latache Capital e os bancos Goldman Sachs e Centaurus Capital envolvendo a Oncoclínicas se intensificou. A Latache solicitou à Polícia Civil de São Paulo a abertura de um inquérito para apurar indícios de ocultação de informações e a não realização de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) pela Centaurus, que teria ultrapassado 15% de participação na empresa.
O pedido da Latache destaca “fortes indícios” de que os bancos podem ter ocultado informações relevantes sobre a composição societária no prospecto de abertura de capital da Oncoclínicas e em documentos divulgados aos acionistas. A Latache alega que isso gerou prejuízos a acionistas minoritários e contraria obrigações estatutárias.
Além disso, a Latache argumenta que, no momento da abertura do capital da Oncoclínicas, apenas o Goldman Sachs era conhecido como acionista com participação superior a 15%. O banco, segundo a Latache, não indicou a existência de um terceiro sócio no ativo, o que levanta questões sobre a transparência das operações realizadas.
Os advogados Fabio Tofic e Mario Limongi assinam o requerimento, que busca esclarecer as circunstâncias em torno da abertura de capital e as obrigações de OPA que, segundo a Latache, não foram cumpridas pela Centaurus.
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