Os fundos imobiliários (FIIs) são uma opção popular para quem busca renda passiva. Recentemente, foi calculado que um investimento de R$ 545,7 mil em FIIs pode cobrir o aluguel de um imóvel de 120 m², considerando que o aluguel médio no Brasil é de R$ 48,66 por metro quadrado. O Índice FipeZAP mostrou que o aluguel de um imóvel de 120 m² custa cerca de R$ 5.839,20 por mês. Em abril, o rendimento médio dos FIIs foi de 1,07%. Além disso, o IFIX, que mede o desempenho dos FIIs, teve uma valorização de 8,64% até abril, e os fundos de tijolo estão com descontos médios de 18%, o que pode ser uma boa oportunidade de investimento. Especialistas recomendam diversificação nas carteiras de FIIs e atenção aos fundamentos dos ativos. Os fundos de papel, que investem em títulos de dívida do setor imobiliário, também são considerados atraentes, mas é importante avaliar a capacidade de pagamento dos devedores. Com a expectativa de queda na taxa de juros, os FIIs de tijolo podem se valorizar. Fundos de logística e lajes corporativas bem localizadas também estão em alta. Os fundos de recebíveis, que oferecem dividendos atrativos, são recomendados para quem busca retornos em um cenário de juros altos.
Os fundos imobiliários (FIIs) têm se destacado como uma alternativa para quem busca renda passiva. Recentemente, um estudo revelou que um investimento de R$ 545,7 mil em FIIs pode cobrir o aluguel de um imóvel de 120 m². O Índice FipeZAP apontou que o aluguel médio no Brasil é de R$ 48,66 por metro quadrado, resultando em um custo mensal de aproximadamente R$ 5.839,20 para imóveis desse tamanho.
Até abril de 2025, o Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) registrou uma valorização de 8,64%. Os fundos de tijolo, que investem em imóveis físicos, estão com um desconto médio de 18%, criando oportunidades para investidores. A analista Priscilene Nunes, da Ticker Research, destaca que o dividend yield médio dos FIIs foi de 1,07% em abril, o que é crucial para calcular o retorno sobre o investimento.
Oportunidades de Investimento
Os fundos de tijolo são considerados atrativos, especialmente com os preços atuais. Isabella Almeida, gestora da Rio Bravo, afirma que o momento é propício para investir em FIIs, devido ao desconto significativo em relação ao valor patrimonial. Victor Sartori, da Levante Inside Corp, observa que, apesar da valorização do IFIX, muitos FIIs ainda estão sendo negociados com desconto.
Os fundos de papel, que investem em títulos de dívida do setor imobiliário, também são destacados por oferecerem dividendos elevados. Contudo, é essencial avaliar a capacidade de pagamento dos devedores, já que alguns podem apresentar altas taxas de inadimplência. A diversificação é fundamental para mitigar riscos.
Setores em Alta
Os fundos de logística e lajes corporativas estão em evidência, com contratos que garantem maior resiliência. Carol Borges, da EQI Research, recomenda três fundos: BTLG11, focado em galpões logísticos; HGRU11, que investe em renda urbana; e GARE11, um fundo híbrido. Esses ativos têm potencial de valorização e oferecem rendimentos atrativos.
A análise do cenário atual sugere que os FIIs podem ser uma proteção contra a inflação. O fundo MCCI11, por exemplo, possui ativos indexados ao IPCA, o que pode resultar em distribuições maiores de rendimentos. A expectativa é que a inflação continue acima de 5% em 2025, o que reforça a atratividade dos FIIs.
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