A indústria do aço está enfrentando um grande desafio em 2024, pois as exportações da China chegaram a um recorde de 118 milhões de toneladas. Esse aumento está gerando muitas investigações antidumping e tarifas em vários países, incluindo o Brasil. Um relatório da OCDE mostra que as exportações chinesas superaram os níveis da crise do aço de 2015-2016, levando 19 países a iniciar 81 investigações sobre produtos de aço, um aumento significativo em relação ao ano anterior, com a China sendo a principal responsável. O Brasil, que não aumentou sua capacidade de produção nos últimos anos, está adotando medidas protecionistas, como o aumento de tarifas, para proteger sua indústria. As importações de aço na América do Sul também cresceram bastante, refletindo a mudança nas exportações chinesas. O Brasil é um dos países que mais iniciou investigações antidumping em 2024. Além disso, as exportações chinesas estão afetando o comércio global, pois alguns produtores tentam contornar as restrições, desviando suas vendas para outros mercados. A OCDE alerta que essa situação pode aumentar as tensões comerciais entre os países.
A indústria do aço enfrenta um novo desafio em 2024, com as exportações da China alcançando um recorde de 118 milhões de toneladas. Esse aumento acentuado, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), está gerando uma onda de investigações antidumping e tarifas em vários países, incluindo o Brasil.
O relatório da OCDE, divulgado nesta terça-feira, 27, revela que as exportações chinesas superaram os níveis da crise do aço de 2015-2016. As pressões de preços baixos resultaram em um aumento significativo nas investigações antidumping, com 19 governos iniciando 81 investigações sobre produtos siderúrgicos em 2024, um crescimento de cinco vezes em relação ao ano anterior. A China é responsável por mais de um terço desses casos.
Medidas Protecionistas
Além das investigações, muitos países estão adotando medidas protecionistas mais amplas. A OCDE destaca que o Brasil, junto com México e Turquia, aumentou tarifas para proteger suas indústrias siderúrgicas. O Brasil, que não expandiu sua capacidade produtiva entre 2020 e 2024, mantém uma capacidade de 50,9 milhões de toneladas por ano, representando apenas 2,1% da capacidade global.
O relatório também aponta que as importações de aço na América do Sul cresceram cerca de 60% entre 2020 e 2024, refletindo o redirecionamento das exportações chinesas. O Brasil, embora estagnado, foi um dos países que mais iniciou processos antidumping em 2024, com oito investigações em andamento, empatando com a Austrália e ficando atrás apenas da Turquia e dos Estados Unidos, que registraram dez casos cada.
Impactos no Comércio Global
As exportações chinesas não afetam apenas os mercados diretamente importadores. Muitas vezes, os produtores tentam contornar as restrições, desviando exportações para outros mercados ou utilizando países intermediários. Entre 2013 e 2020, o comércio siderúrgico suspeito de reencaminhamento totalizou 21,5 milhões de toneladas métricas, representando um valor de 13,3 bilhões de euros.
A OCDE alerta que a situação atual pode intensificar as tensões comerciais globais, à medida que países buscam proteger suas indústrias locais frente ao aumento das importações de aço a preços baixos.
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