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MEC apresenta novas regras que são vistas como oportunidades por CEO da Ânima

Ânima se adapta às novas regras do MEC e ajusta 80% da grade curricular, apostando no crescimento do ensino semipresencial.

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A Ânima, que controla instituições como IBMR e Anhembi Morumbi, vê as novas regras do MEC como uma chance de crescer. A CEO Paula Harraca disse que a empresa já adaptou 80% de sua grade curricular para o próximo semestre. As novas regras proíbem cursos de graduação totalmente online, exigindo que pelo menos 20% das aulas sejam presenciais, e alguns cursos, como Medicina e Direito, devem ser oferecidos apenas presencialmente. A Ânima já estava mudando sua oferta educacional e acredita que isso melhorará a experiência dos alunos. Desde 2024, 70% dos novos alunos escolheram cursos presenciais. A regulamentação do ensino semipresencial é vista como uma oportunidade de expansão. Um relatório mostrou que a Ânima tem a menor dependência do ensino a distância entre seis grupos de educação, com apenas 34,3% de seus alunos nessa modalidade. A empresa, que vale R$ 1,6 bilhão na Bolsa, teve um aumento de 31% nas ações no último mês e 156% no ano, embora ainda esteja 70% abaixo do pico de 2021. A Ânima agora se sente mais forte e comprometida com a qualidade do ensino.

A Ânima, que controla instituições como IBMR e Anhembi Morumbi, vê as novas diretrizes do Ministério da Educação (MEC) como uma oportunidade de crescimento. A CEO Paula Harraca afirmou que a empresa está se adaptando rapidamente às mudanças, com 80% da grade curricular já ajustada para o próximo semestre.

O novo marco regulatório, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, proíbe cursos de graduação 100% online, exigindo que pelo menos 20% da carga horária seja presencial. Cursos de Medicina, Direito, Odontologia, Enfermagem e Psicologia devem ser oferecidos exclusivamente de forma presencial. As instituições têm um prazo de dois anos para se adequar às novas regras.

Harraca destacou que a Ânima já estava em processo de reengenharia de sua oferta educacional. A executiva acredita que o novo marco traz uma experiência acadêmica de maior qualidade, permitindo que o aluno seja o protagonista do aprendizado. A empresa já havia reduzido sua oferta de cursos a distância, encerrando, por exemplo, o curso de gestão à distância da Anhembi Morumbi.

Adaptação e Crescimento

Desde 2024, a Ânima tem aumentado a presencialidade entre seus alunos, com 70% dos calouros optando por cursos presenciais. A regulamentação do ensino semipresencial é vista como uma avenida de crescimento. A empresa está analisando cada marca e território para explorar essa nova oportunidade.

Um relatório do Itaú BBA revelou que a Ânima possui a menor exposição ao ensino a distância entre seis grupos de educação analisados. A modalidade representa apenas 34,3% da base de alunos e 7,9% das receitas líquidas do grupo. Em contraste, a Vitru Educação, que opera majoritariamente no EaD, enfrenta um impacto significativo com as novas regras.

A Ânima, que vale R$ 1,6 bilhão na Bolsa, teve uma alta de 31% no último mês e 156% no ano. Apesar disso, suas ações ainda estão 70% abaixo do pico registrado em 2021. A empresa, que passou por crises recentes, agora vê o novo marco como um fortalecimento de sua proposta educacional, reafirmando seu compromisso com a qualidade no ensino.

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