Empresas da Europa estão preocupadas em enviar funcionários para os Estados Unidos devido a políticas de imigração mais rígidas e relatos de detenções. Algumas organizações estão adotando medidas de segurança, como usar dispositivos eletrônicos descartáveis e sugerir que os funcionários entrem nos EUA pelo Canadá. Embora algumas empresas ainda realizem viagens de negócios normalmente, outras, especialmente em áreas sensíveis, estão preocupadas com o bem-estar dos empregados. Um estudo mostrou que 29% dos compradores de viagens globais esperam uma queda no volume de viagens de negócios devido às políticas dos EUA. A situação é complicada por um clima de incerteza, com turistas expressando receio de serem questionados ou detidos na entrada. Algumas organizações estão mudando suas diretrizes de viagem, incluindo a preparação dos funcionários para possíveis interrogatórios. A preocupação é que a situação atual lembre a abordagem de países com regimes autoritários, o que era impensável para muitos ao viajar para os EUA.
Algumas empresas europeias estão se mostrando cautelosas em relação ao envio de funcionários para os Estados Unidos. Essa preocupação surge em meio a políticas de imigração mais rigorosas e um aumento nas detenções, especialmente sob a administração Trump. Embora algumas organizações, como as de engenharia e contabilidade, continuem suas viagens, outras, em setores mais sensíveis, expressam preocupações com o bem-estar de seus colaboradores.
Para lidar com a incerteza, algumas empresas estão adotando novos protocolos de viagem. Isso inclui recomendações para que os funcionários utilizem dispositivos eletrônicos descartáveis e considerem entrar nos EUA via Canadá. Além disso, há um incentivo para participar de eventos e conferências de forma virtual, quando possível. A Global Business Travel Association (GBTA) reportou que o setor de viagens de negócios gerou R$ 421 bilhões e R$ 119 bilhões em receita tributária em 2022, sustentando seis milhões de empregos.
Uma pesquisa da GBTA revelou que 29% dos compradores globais de viagens esperam uma queda no volume de viagens de negócios em 2025 devido às políticas dos EUA. O clima de incerteza também afeta o turismo internacional, que pode sofrer uma perda de R$ 12,5 bilhões em gastos. A administração Trump tem enfrentado críticas por suas políticas de controle de fronteiras e vistos, levando a um aumento na vigilância de viajantes.
Prashray Kala, consultor da Everest Group, destacou que muitos viajantes internacionais estão apreensivos com a maior fiscalização de vistos e monitoramento de redes sociais. A nova política de “Captura e Revogação” pode resultar na perda de status de imigração após uma única infração, aumentando a ansiedade entre os viajantes. Um gestor de fundos europeu expressou preocupação com a possibilidade de que autoridades de imigração possam complicar suas viagens devido a mudanças na atitude política.
Organizações não governamentais também estão se adaptando. Um executivo de uma ONG com sede em Londres mencionou que a entidade implementou um novo protocolo de viagem, que inclui medidas de segurança física e de informação. Isso reflete uma mudança de mentalidade, onde a preparação para viagens aos EUA agora se assemelha àquelas para países com regimes autocráticos.
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