O Brasil tem uma das taxas de juros mais altas do mundo, com a Selic em 14,75% ao ano, o que dificulta o acesso ao crédito para as empresas. Muitas vezes, as taxas de juros chegam a mais de 4% ao mês, o que torna difícil para as empresas se manterem. No entanto, algumas empresas conseguiram reduzir suas taxas para cerca de 1,5% ao mês ao melhorar a qualidade e a transparência das suas informações financeiras. Isso ajuda a aumentar a confiança dos bancos e instituições financeiras. Em tempos de crise, algumas empresas ainda adotam práticas que prejudicam essa confiança, como esconder dívidas ou manipular dados, o que acaba aumentando o risco e, consequentemente, os juros. O Brasil enfrenta um alto número de empresas inadimplentes e um aumento no fechamento de negócios, o que mostra uma fragilidade na economia. A falta de boas práticas de gestão e comunicação financeira contribui para esse cenário. Quando as empresas tratam suas informações financeiras com seriedade, elas se tornam mais atraentes para os investidores e conseguem melhores condições de crédito. Portanto, a redução do custo do crédito depende não só das políticas do governo, mas também da forma como cada empresa se apresenta ao mercado.
O Brasil enfrenta um cenário desafiador com a Selic em 14,75% ao ano, tornando o crédito um dos mais caros do mundo. Essa situação dificulta o acesso ao capital para empresas, que já lidam com uma economia fragilizada e alta inadimplência.
Dados da Serasa Experian indicam que, em março, o país tinha 7,3 milhões de empresas inadimplentes. Além disso, 2,4 milhões de empresas fecharam em 2024, um aumento de 12% em relação ao ano anterior. Esses números refletem uma fragilidade estrutural que vai além da conjuntura econômica.
Empresas que melhoram a transparência e a qualidade das informações financeiras podem reduzir suas taxas de juros para cerca de 1,5% ao mês. A apresentação clara e confiável de dados financeiros aumenta a credibilidade e melhora as condições de negociação com instituições financeiras.
Práticas como a omissão de passivos e a manipulação de indicadores, comuns em momentos de crise, aumentam a insegurança no mercado. O risco percebido pelas instituições financeiras cresce, resultando em juros mais altos e menos crédito disponível. A opacidade nas informações leva a condições mais duras para os empresários.
O Brasil ocupa a 124ª posição entre 190 países no relatório Doing Business do Banco Mundial, e a 104ª em acesso ao crédito. A insegurança jurídica e a baixa qualidade das informações financeiras contribuem para o alto custo de empreender no país.
Quando as empresas tratam sua comunicação financeira com rigor, tornam-se mais atrativas e previsíveis, aumentando suas chances de financiamento. A transparência se transforma em uma alavanca de competitividade, essencial para a redução do custo do crédito.
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