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TJ de Santa Catarina retira gestão judicial e devolve controle à Teka

Teka retoma controle com nova diretoria após decisão do TJ de SC, mas ainda enfrenta restrições da recuperação judicial.

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O Tribunal de Justiça de Santa Catarina decidiu que a Teka, uma empresa têxtil em recuperação judicial desde 2012, não será mais gerida por administradores do Judiciário. Agora, os diretores e conselheiros da empresa vão assumir o controle, mas ainda com algumas limitações devido à recuperação. Rui Otte, que era o CEO desde 2024, foi parte dessa gestão anterior. A nova diretoria e conselhos foram eleitos recentemente, e um fundo que comprou ações da Teka estava tentando acabar com a gestão judicial. Embora o pedido não tenha sido aceito na primeira instância, foi autorizado em segunda instância. Os novos gestores poderão liderar a recuperação, mas não podem vender bens ou contrair dívidas sem autorização da administração judicial. A Teka também passará por uma auditoria da Ernst & Young, após a PwC Brasil ter desistido do trabalho.

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) decidiu, na última terça-feira, afastar a gestão judicial da Teka, uma tradicional companhia têxtil em recuperação judicial desde 2012. Com a decisão do desembargador Robson Varella, diretores e conselheiros da empresa assumem o controle, embora ainda existam restrições devido à recuperação.

A Teka estava sob a administração de gestores indicados pelo Judiciário, com Rui Otte como CEO desde 2024. A nova composição dos conselhos e diretoria foi eleita no final de 2024, após um período de tentativas do fundo Alumni, da gestora Buriti, para extinguir a gestão judicial. O pedido foi inicialmente negado em primeira instância, mas agora foi autorizado em segunda instância.

Os novos gestores terão limitações. Apesar de liderarem a recuperação, não poderão vender bens, contratar empréstimos ou assumir novas obrigações sem a autorização da administração judicial, que permanece sob o escritório Leiria & Cascaes. Anteriormente, administradores haviam sinalizado ao TJSC que a Teka era economicamente inviável, solicitando a falência da empresa. Esse pedido foi aceito em primeira instância, mas revertido em março.

A Teka, agora sob nova gestão, passará por uma auditoria da Ernst & Young, após a PwC Brasil ter desistido da tarefa. A mudança de controle representa um novo capítulo na recuperação da empresa, que busca se reerguer após anos de dificuldades financeiras.

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