- A União Europeia discute flexibilizar as regras que proibiriam a venda de carros com motor de combustão a partir de 2035, com brechas que poderiam estender o prazo em até cinco anos ou até retirar a proibição.
- O recuo é visto como temporário para não prejudicar metas climáticas nem a competitividade, diante de pressão de montadoras como Stellantis e Mercedes-Benz.
- A discussão envolve balanço entre não ampliar a lacuna tecnológica em relação a Tesla e BYD e a necessidade de manter empregos e investimentos no setor.
- A medida poderia reduzir o risco de multas que poderiam chegar a mais de 1 bilhão de euros nos próximos anos, com anúncio previsto para a próxima terça-feira (16).
- O debate também aponta que a flexibilização pode atrasar políticas nacionais de impostos e subsídios, mesmo diante de metas climáticas para 2040 e adiamento da precificação do carbono para 2028.
A União Europeia avalia flexibilizar as regras que proibiriam a venda de veículos com motor de combustão a partir de 2035. O objetivo é preservar a competitividade do setor e evitar impactos excessivos na indústria automotiva europeia, segundo fontes da Bloomberg News.
A discussão envolve margens para estender o prazo em até cinco anos ou até mesmo retirar a proibição. A flexibilização seria temporária, buscando equilíbrio entre metas climáticas e posição global de fabricantes como Stellantis e Mercedes-Benz Group.
Os debates contam com o apoio de líderes alemães e europeus. Em Heidelberg, o chanceler Friedrich Merz defendeu ajustar condições para manter o setor industrial com futuro na Europa, citando necessidade de proteger empregos.
Com o lobby de montadoras pressionando por menos multas, a ideia é reduzir eventual custo de sanções que pode chegar a mais de um bilhão de euros. Países produtores e fornecedores pressionam para evitar tensões políticas e a perda de empregos.
Especialistas apontam riscos da flexibilização: pode ampliar a lacuna tecnológica frente a Tesla e BYD, fragilizando a posição europeia. Ao mesmo tempo, improvisos temporários ajudam a manter investimentos e empregos, desde que acompanhados de reformas estruturais. A UE já adiantou metas climáticas para 2040, mantendo o foco na transição verde, com precificação de carbono em debate e implementação paragraph. Bloomberg ressalta que decisões podem moldar o futuro do transporte no continente.
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