- A taxa de desemprego deve subir para 5,1% em outubro, segundo a ONS.
- Jovens entre 16 e 24 anos lideram a queda de empregos; o grupo NEET está próximo de um milhão.
- A participação no mercado de trabalho é de 79,5%, com quedas de empregos explicando a maior parte da perda.
- PwC aponta piora na posição internacional de juventude; pode haver cortes de juros para 3,75%.
- Economistas dizem que o desemprego pode subir mesmo com inflação desacelerando, enquanto bancos centrais avaliam medidas.
O Reino Unido enfrenta uma piora no mercado de trabalho, com a taxa de desemprego prevista em 5,1% em outubro, segundo estimativas de consultorias e do Office for National Statistics (ONS). O cenário é marcado pela queda na atividade, pela desaceleração da inflação e pela expectativa de cortes de juros.
Um estudo da Resolution Foundation aponta que os jovens de 16 a 24 anos estão arcando com a maior parte da perda de empregos. O instituto alerta para um “déficit de empregos” que empurra graduados e não graduados para o desemprego à medida que as empresas reduzem contratações.
A pesquisa indica que a taxa de participação e o desemprego explicam grande parte da retração do mercado de trabalho. A organização aponta que quase um milhão de jovens, hoje classificados como NEET (não estudam, não trabalham e não treinam), acompanham essa tendência.
As conclusões reforçam preocupações com a posição internacional da juventude no mercado de trabalho. Um levantamento da PwC aponta queda no ranking do Reino Unido entre 38 membros da OCDE, deslocando o país para a 27ª posição.
Indicadores adicionais devem sair nominalmente, com a inflação já apresentada em queda modesta. A expectativa é de que a taxa de juros seja reduzida de 4% para 3,75%, consolidando um tratamento monetário mais brando no curto prazo.
A resolução Foundation destaca que a queda de empregos não é apenas resultado de inatividade, mas de desemprego crescente, impulsionado por reduções de contratações em setores público e privado. O grupo recomenda ações para apoiar jovens trabalhadores.
O momento é de atenção aos próximos dados oficiais, com a divulgação da inflação e a decisão de política monetária programadas para esta semana. Economistas veem o desemprego ampliando o cenário de desaceleração econômica nos próximos meses.
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