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Prévia do PIB do BC aponta queda de 0,2% em outubro, 2º mês consecutivo

IBC‑Br cai 0,2% em outubro; 10 meses de 2024 sobem 2,4% e 12 meses até outubro avançam 2,5%, com analistas prevendo cortes apenas em 2026 e hiato do produto positivo

1 de 1 Agropecuária foi o único setor com crescimento em outubro — Foto: Ernesto Benavides / Getty Images
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  • O IBC-Br caiu 0,2% em outubro frente a setembro, após ajuste sazonal, segundo o Banco Central.
  • No acumulado de dez meses de 2024, o índice subiu 2,4%, e em doze meses até outubro houve alta de 2,5% sem ajuste sazonal.
  • O IBC-Br é visto como prévia do PIB, mas o cálculo do BC difere do do IBGE, incluindo agropecuária, indústria, serviços e impostos, sem considerar a demanda.
  • A taxa Selic está em 15% ao ano, o maior patamar em quase 20 anos, com expectativa de cortes apenas em 2026.
  • O Copom sinalizou que o hiato do produto permanece positivo, indicando economia operando acima do seu potencial sem pressionar a inflação.

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central do Brasil caiu 0,2% em outubro, na comparação com setembro, após ajuste sazonal. O resultado reforça a desaceleração já prevista para a atividade econômica neste ano.

O IBC-Br apresentou alta de 2,4% nos primeiros dez meses de 2024 frente ao mesmo período de 2023. Em 12 meses até outubro, o avanço é de 2,5%. Os números são calculados pelo BC e diferem do método do IBGE, que mede o PIB.

Analistas esperam cortes de juros apenas em 2026, mantendo a Selic em 15% ao ano por um período prolongado. O Copom sinaliza que há hiato positivo do produto, ou seja, a economia opera acima do seu potencial, sem pressionar a inflação.

Desdobramentos e contexto

O BC utiliza o IBC-Br como prévia do PIB, com estimativas para agropecuária, indústria e serviços, além de impostos, mas sem medir a demanda agregada. A desaceleração é vista como parte da estratégia de contenção da inflação.

A taxa Selic, em 15% ao ano, permanece elevada para conter pressões inflacionárias. O mercado financeiro projeta crescimento do PIB próximo a 2,25% em 2025, frente 3,4% no ano anterior.

Contexto adicional

O resultado de outubro reforça a visão de que a atividade econômica passa por ajustes após o forte desempenho recente. As sinalizações do Copom indicam que a política de juros deverá permanecer restritiva por mais tempo, até que haja convergência da inflação à meta.

O IBC-Br continua a ser monitorado como indicador de leitura rápida da atividade, complementando o cenário do PIB divulgado pelo IBGE. A divulgação ocorreu nesta segunda-feira, 15, pelo BC.

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