- O Copom decidiu manter a Selic em 15% ao ano; ata divulgada nesta terça-feira (16) detalha o parecer do comitê.
- A ata aponta incerteza do ambiente externo, especialmente a política econômica dos Estados Unidos, como justificativa para manter a taxa elevada.
- O documento ressalta inflação ainda acima da meta, com algum arrefecimento, como parte das motivações para sustentar o patamar atual.
- Também são citados a trajetória de moderação no crescimento da atividade econômica e a resiliência do mercado de trabalho brasileiro como fatores relevantes.
- A próxima reunião está marcada para 27 e 28 de janeiro de 2026; o comitê afirma manter a taxa por período prolongado e pode retomar o ciclo de alta se necessário; a Selic de 15% é a maior desde julho de 2006 e a segunda maior taxa real do mundo.
O Banco Central divulgou nesta terça-feira a ata da reunião que, na semana passada, decidiu manter a Selic em 15% ao ano. O documento traz as análises do Copom sobre o cenário político e econômico, com as justificativas para sustentar a taxa elevada.
Segundo a ata, a incerteza do ambiente externo, principalmente em relação à política econômica dos EUA, é uma das motivações para manter a Selic no patamar atual. O Copom destaca tensão geopolítica e a necessidade de cautela para países emergentes.
A inflação continua acima da meta, apesar de algum arrefecimento nas leituras mais recentes. O comitê também aponta a trajetória de moderação do crescimento brasileiro e a resiliência do mercado de trabalho como fatores que embasam a decisão de manter a taxa elevada por um período prolongado.
Perspectivas e próximos passos
O Copom afirma que não há previsão de redução nas próximas reuniões e reforça a estratégia de manter o nível atual por tempo significativo para convergir a inflação à meta. O comitê diz que seguirá vigilante e pode retomar o ciclo de alta se necessário.
A ata aponta ainda que a reunião da semana passada foi a última de 2025. O Copom volta a se reunir nos dias 27 e 28 de janeiro de 2026, no primeiro encontro do próximo ano.
Selic de 15% e taxa real
A taxa Selic de 15% ao ano é a maior desde julho de 2006 e representa a segunda maior taxa real de juros do mundo, segundo monitoramentos das consultorias MoneYou e Lev Intelligence. A taxa real brasileira fica em 9,44%, atrás apenas da Turquia, com 10,33%.
Entre os dez países com as maiores taxas reais, aparecem Rússia, Argentina, México, Indonésia, Hungria, África do Sul, Israel e Filipinas, conforme o levantamento.
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