- Em 15 de agosto de 2024, o Conselho Fiscal recomendou à diretoria dos Correios o monitoramento do “Risco de Insuficiência Orçamentária” para garantir a continuidade das operações.
- A nova gestão, há cerca de três meses no cargo, apresentou um diagnóstico financeiro e medidas para a sustentabilidade, incluindo um plano de reestruturação.
- Os prejuízos cresceram: 2023 teve resultado negativo de R$ 633 milhões e 2024 de R$ 2,6 bilhões; em 2025, o déficit acumulado pode chegar a cerca de R$ 10 bilhões.
- Cinco bancos chegaram a fechar uma proposta de empréstimo para os Correios, com expectativa de viabilizar pagamentos a funcionários e fornecedores; o montante estimado ficou em torno de R$ 12 bilhões.
- A Controladoria-Geral da União aponta inconsistências no balanço de 2023, recomendando a republicação do balanço com R$ 1,032 bilhão a mais e melhoria de controles internos e registros contábeis.
O Conselho Fiscal dos Correios alertou para o risco de insuficiência orçamentária em 2023-24. A orientação, já em reuniões internas no ano passado, solicitou planejar cortes de despesas e buscar novas receitas para manter a continuidade das operações.
Em 15 de agosto de 2024, o órgão emitiu a recomendação sobre o Risco de Insuficiência Orçamentária. A ata reforçou a necessidade de priorizar ações de mitigação de risco pelas áreas de finanças e negócios para manter os serviços da estatal.
A nova gestão, que assumiu há três meses, realizou diagnóstico detalhado da situação econômico-financeira e apresentou o relatório aos órgãos de governança. Desde então, tomaram-se medidas para reverter a crise e assegurar a sustentabilidade no longo prazo.
Cinco bancos apresentaram uma proposta de empréstimo aos Correios, que pode viabilizar o pagamento de salários e fornecedores. O montante final acordado deve ficar em torno de R$ 12 bilhões, abaixo do valor inicialmente divulgado.
Prejuízos de 2023 somaram R$ 633 milhões e chegaram a R$ 2,6 bilhões em 2024. O déficit acumulado em 2025, até setembro, alcançou R$ 6 bilhões, com expectativa de fechar o ano em negativo próximo de R$ 10 bilhões.
Auditoria da CGU aponta inconsistências no balanço de 2023. Segundo apuração, houve estimativa de despesas com ações judiciais de R$ 1,032 bilhão que não foi considerada no balanço, o que teria reduzido o rombo previsto. A CGU recomenda republicar o balanço de 2023.
A CGU também indica necessidade de aprimorar controles internos e registros contábeis. O relatório completo ainda não foi publicado pela controladoria. Os Correios mantêm plano de reestruturação em andamento para recuperar equilíbrio financeiro.
O plano de reestruturação prevê medidas estruturais para fortalecer governança, reduzir custos e modernizar a empresa. Estão previstas a demissão voluntária de cerca de 15 mil funcionários, venda de imóveis e aquisição de empréstimo adicional, com participação do governo federal.
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