- Ibovespa caiu 0,19%, a 158.179,20 pontos, pressionado pelo avanço dos juros futuros e pela semana encurtada pelo Natal, com Vale e Petrobras limitando as perdas.
- Bolsas dos Estados Unidos fecharam em alta: S&P 500 subiu 0,64%, Nasdaq Composite ganhou 0,52% e Dow Jones avançou 0,46%.
- A Nvidia puxou a alta no S&P 500, após anúncio de envio de chips de IA para a China antes do Ano Novo Lunar.
- Receita Federal informou alta real de 3,75% na arrecadação de novembro, para R$ 226,753 bilhões.
- Dólar à vista fechou em R$ 5,58, alta de 0,97%; remessas ao exterior aumentam diante de mudanças fiscais previstas para 2026, com o Banco Central realizando leilões de linha de US$ 2 bilhões.
O Ibovespa fechou em leve queda nesta segunda-feira, 22, descolando do exterior e sob pressão de juros futuros em uma semana encurtada pelo Natal. O índice caiu 0,19%, para 158.179,20 pontos, conforme dados preliminares. Ganhos nos papéis da Vale e da Petrobras limitaram as perdas.
As bolsas dos Estados Unidos tiveram alta moderada, com o S&P 500 subindo 0,64%, o Nasdaq 0,52% e o Dow Jones 0,46%, em meio à recuperação de ações de tecnologia. A Nvidia liderou ganhos no S&P 500 após anunciar envio de chips de IA para a China antes do Ano Novo Lunar, segundo a Reuters.
Receita, dólar e contextos de fim de ano
Pela manhã, a Receita Federal informou alta real de 3,75% na arrecadação de novembro, para R$ 226,753 bilhões, o maior patamar para o mês desde o início da série em 1995.
O dólar à vista fechou em alta de 0,97%, a R$ 5,58, com recuo apenas no exterior frente a outras moedas. A moeda acumula queda de 9,62% no ano.
Movimentos de capital e cenário macro
Nesta sessão, remessas de juros e dividendos para fora do Brasil ficaram mais intensas, pressionando o câmbio, segundo relatos de traders. O movimento ocorre em parte para antecipar mudanças tributárias previstas para 2026, com taxação de 10% sobre remessas ao exterior e sobre dividendos recebidos acima de R$ 50 mil mensais.
Atuação do Banco Central
Na sexta-feira, o Banco Central realizou leilões de linha, com venda de US$ 2 bilhões para atender à demanda do mercado por moeda para remessas neste fim de ano. As operações visam manter liquidez cambial diante do aumento das remessas.
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