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Ibovespa fecha em leve queda, descolado das bolsas americanas

Ibovespa cai 0,19% e fica descolado das bolsas dos EUA, pressionado por juros futuros, enquanto o dólar aproxima-se de R$ 5,60 com remessas ao exterior em alta

Os programas de recompra de ações atingiram um recorde histórico em 2024
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  • Ibovespa caiu 0,19%, a 158.179,20 pontos, pressionado pelo avanço dos juros futuros e pela semana encurtada pelo Natal, com Vale e Petrobras limitando as perdas.
  • Bolsas dos Estados Unidos fecharam em alta: S&P 500 subiu 0,64%, Nasdaq Composite ganhou 0,52% e Dow Jones avançou 0,46%.
  • A Nvidia puxou a alta no S&P 500, após anúncio de envio de chips de IA para a China antes do Ano Novo Lunar.
  • Receita Federal informou alta real de 3,75% na arrecadação de novembro, para R$ 226,753 bilhões.
  • Dólar à vista fechou em R$ 5,58, alta de 0,97%; remessas ao exterior aumentam diante de mudanças fiscais previstas para 2026, com o Banco Central realizando leilões de linha de US$ 2 bilhões.

O Ibovespa fechou em leve queda nesta segunda-feira, 22, descolando do exterior e sob pressão de juros futuros em uma semana encurtada pelo Natal. O índice caiu 0,19%, para 158.179,20 pontos, conforme dados preliminares. Ganhos nos papéis da Vale e da Petrobras limitaram as perdas.

As bolsas dos Estados Unidos tiveram alta moderada, com o S&P 500 subindo 0,64%, o Nasdaq 0,52% e o Dow Jones 0,46%, em meio à recuperação de ações de tecnologia. A Nvidia liderou ganhos no S&P 500 após anunciar envio de chips de IA para a China antes do Ano Novo Lunar, segundo a Reuters.

Receita, dólar e contextos de fim de ano

Pela manhã, a Receita Federal informou alta real de 3,75% na arrecadação de novembro, para R$ 226,753 bilhões, o maior patamar para o mês desde o início da série em 1995.

O dólar à vista fechou em alta de 0,97%, a R$ 5,58, com recuo apenas no exterior frente a outras moedas. A moeda acumula queda de 9,62% no ano.

Movimentos de capital e cenário macro

Nesta sessão, remessas de juros e dividendos para fora do Brasil ficaram mais intensas, pressionando o câmbio, segundo relatos de traders. O movimento ocorre em parte para antecipar mudanças tributárias previstas para 2026, com taxação de 10% sobre remessas ao exterior e sobre dividendos recebidos acima de R$ 50 mil mensais.

Atuação do Banco Central

Na sexta-feira, o Banco Central realizou leilões de linha, com venda de US$ 2 bilhões para atender à demanda do mercado por moeda para remessas neste fim de ano. As operações visam manter liquidez cambial diante do aumento das remessas.

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