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Brasil recebe novo mapa do luxo imobiliário para 2025

Rio tem o metro quadrado mais caro, Leblon a R$ 63.373/m²; litoral norte de Santa Catarina desponta no superluxo, com VGV próximo a R$ 5 bilhões e venda inicial de 25%

Vista aérea da Praia do Arpoador, no Leblon, região com o metro quadrado mais caro do Brasil, segundo o estudo da Brain Inteligência Estratégica
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  • Em 2025, o mercado de luxo e super luxo no Brasil ampliou significativamente o tamanho, com o VGV lançado em R$ 37,1 bilhões e o VGV vendido em R$ 34,3 bilhões.
  • São Paulo manteve-se como motor do setor, com aumento expressivo de lançamentos e de VGV lançado, enquanto o Rio de Janeiro passou a ter o metro quadrado mais caro do país, com Leblon em torno de R$ 63.373/m².
  • O litoral norte de Santa Catarina emergiu como polo de superluxo, com projetos como Senna Tower e Bravo Residences, estimando um VGV entre R$ 5,0 bilhões e 5,0 bilhões e venda inicial de cerca de 25%.
  • Nordeste e região Sul registraram equilíbrio entre oferta e demanda, com destaque regional e valorização do metro quadrado em cidades-chave, incluindo Florianópolis (metro quadrado do Sul acima de R$ 38 mil no segmento super luxo).
  • O alto padrão continua funcionando como ativo de proteção patrimonial, mesmo diante da Selic a 15%, com demanda robusta de investidores, incluindo compradores de outras regiões.

O mercado imobiliário de luxo no Brasil expandiu significativamente em 2025, com São Paulo como principal motor e o Rio de Janeiro registrando os preços mais altos por metro quadrado. O VGV lançado superou os 37,1 bilhões de reais, enquanto o VGV vendido chegou a 34,3 bilhões. As informações são da Brain Inteligência Estratégica.

São Paulo manteve o papel de referência, ao concentrar a maior parte dos lançamentos e do valor agregado. O total de unidades lançadas quase dobrou, passando de 1.819 para 3.668, e o VGV lançado subiu de 8,6 bilhões para 21,3 bilhões. Vendas cresceram, com 3.138 unidades comercializadas e 20,2 bilhões em VGV vendido.

Rio de Janeiro: o metro quadrado mais caro

O Rio confirmou o título de mercado mais caro do país. Entre janeiro e setembro de 2025, os lançamentos no luxxo passaram de 715 para 1.274, e o VGV lançado atingiu 5 bilhões. As vendas subiram de 701 para 788 unidades, com o VGV vendido chegando a 3,26 bilhões.

Leblon atingiu o maior preço por m², em torno de 63,4 mil reais. A valorização expressiva reflete a escassez de produto e a percepção de luxo como ativo patrimonial.

Nordeste e Sul com equilíbrio entre oferta e demanda

Capitais do Nordeste registraram expansão de oferta e boa absorção. Lançamentos passaram de 1.020 para 1.694 unidades, enquanto o VGV lançado ficou em 5,4 bilhões. Vendas subiram de 944 para 1.560 unidades, com VGV vendido de 5,1 bilhões.

No Sul, a concentração de valor manteve o ritmo. Lançamentos passaram de 701 para 1.244 unidades e o VGV lançado foi de 5,38 bilhões. Vendas cresceram para 1.312 unidades, com VGV vendido de 5,78 bilhões. Florianópolis destacou-se pelo metro quadrado mais caro do Sul no superluxo.

Litoral Norte de Santa Catarina: novo polo desuperluxo

A região nordeste não foi a única a registrar expansão. Santa Catarina emergiu como polo de superluxo, com projetos de alto valor como Senna Tower e Bravo Residences, com VGV expressivo. O Senna Tower, em Balneário Camboriú, tem VGV estimado próximo a 5 bilhões e já vendeu 25% de seus valores em unidades, com destaque para compradores de São Paulo.

Thiago Cabral, CEO da ABC & Embralot, aponta que o litoral norte de Santa Catarina concentra clientes globais e de alta renda, ressaltando a escassez de terrenos e o apelo internacional como fatores de valorização.

Observações finais sobre o cenário

Especialistas destacam que a Selic elevada, em 15%, influencia a rentabilidade esperada pelos investidores do segmento de luxo, que atua principalmente com recursos próprios. O setor, porém, permanece como ativo de proteção patrimonial em meio a cenários macroeconômicos desafiadores.

O panorama indica um reposicionamento de valor no país, com o luxo concentrando parte relevante do volume financeiro mesmo diante de menor participação de unidades. As regiões nordeste, sul e litoral catarinense ganham relevância ao lado de São Paulo e Rio de Janeiro.

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