- Donald Trump indicou Kevin Warsh como o candidato favorito para presidir a Reserva Federal, substituindo Jerome Powell, cujo mandato termina em maio.
- Trump afirmou que anunciará o nome nesta sexta-feira e houve reunião de Warsh na Casa Branca algumas horas antes.
- A nomeação precisa passar pelo Comitê Bancário do Senado, onde alguns republicanos expressaram reservas devido à investigação criminal em curso contra Powell.
- Warsh é economista conservador e ex-membro da Junta da Fed (2006-2011), com passagem por Morgan Stanley e relações cordiais com Powell e Bernanke.
- O processo de seleção foi permeado por críticas da Casa Branca à Fed e por disputas sobre o papel da instituição e a autonomia da política monetária.
Kevin Warsh aparece como o provável candidato de Donald Trump para presidir a Reserva Federal, substituindo Jerome Powell, cujo mandato vence em maio. A indicação, prevista para ser anunciada nesta sexta-feira, foi adiantada pela agência Bloomberg.
O presidente dos Estados Unidos confirmou que anunciará o escolhido em breve e, horas antes, reuniu-se com Warsh na Casa Branca. Trump ressaltou que a pessoa será amplamente reconhecida no meio financeiro e já havia citado Warsh como possibilidade há anos.
A probabilidade de Warsh ganhar o posto ganhou força após as declarações de Trump sobre política monetária mais flexível. As apostas de mercado apontam alta probabilidade de o nome ser confirmado, caso o processo avance, segundo analistas.
Contexto e trajetória de Warsh
Warsh, hoje com 55 anos, já integrou a Junta de Governadores do Fed entre 2006 e 2011. Formou-se em Políticas Públicas na Stanford e possui formação adicional em direito e economia do MIT e de Harvard. Sua carreira inclui passagem por Morgan Stanley e atuação em governos republicanos.
Durante a gestão de George W. Bush, Warsh ocupou cargos no Departamento de Tesouraria e no Conselho Econômico Nacional. Na prática regulatória, participou de discussões sobre a resposta à crise financeira de 2007-2009 e defendeu reformas no sistema monetário.
A indicação ocorre em meio a tensões entre a Casa Branca e o Congresso sobre autonomia da instituição. Powell enfrenta investigação penal ligada à reforma da sede em Washington, alvo de disputas entre o governo e a autoridade monetária. A nomeação depende da aprovação do Comité Bancário do Senado.
Hipóteses de confirmação e vigência
Caso confirmado, Warsh precisará passar pelo Senado. Mesmo com o apoio de parte da bancada republicana, há reservas entre alguns senadores em relação a nomear alguém sob supervisão direta de um governo que busca maior controle sobre a política monetária.
Trump tem pressionado por cortes mais agressivos nas taxas de juros, o que diverge de avaliações de alguns especialistas. Warsh é visto como conservador institucional, o que pode ser visto como um ponto de equilíbrio entre independência da instituição e alinhamento com o executivo.
Contexto recente e próximos passos
O processo de seleção, inicialmente conduzido pelo secretário do Tesouro, envolveu uma avaliação de diversas opções, com quatro nomes no fim do ano. A escolha final será comunicada oficialmente pelo presidente, com a confirmação sujeita à avaliação do Senado.
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