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Tesla desiste de vender carros

Tesla encerra venda de carros tradicionais, mira IA e robótica; queda da receita automotiva e aposta em assinaturas de Full Self-Driving (FSD) e serviços

Image: Cath Virginia / The Verge
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  • A Tesla encerrou a venda dos carros-modelo S e Model X, sinalizando mudança para foco em robôs e operações autônomas.
  • Nos resultados de 2025, a receita total foi de cerca de US$ 94,8 bilhões, com US$ 69,5 bilhões (74%) vindo de vendas de automóveis, que caíram 10% ano após ano.
  • A empresa mira receitas recorrentes apenas com serviços, incluindo assinaturas de Full Self-Driving (FSD), que somaram 1,1 milhão de assinaturas ativas.
  • Elon Musk disse que, no futuro, apenas veículos autônomos poderão ser fabricados pela empresa, e que veículos autônomos dominarão as operações de transporte.
  • A Tesla espera investir cerca de US$ 20 bilhões em 2026 para financiar planos como Robotaxi, Optimus, Cybercab e instalações de produção de baterias e lítio.

Tesla encerra venda de automóveis tradicionais, abrindo quadro de transição para um modelo centrado em robótica e serviços. A empresa divulgou na teleconferência de resultados trimestrais que deixará de vender os modelos S e X para priorizar a produção em larga escala de um robô humanoide. A mensagem indica mudança significativa na estratégia de negócio.

Segundo a empresa, o foco passa a ser a chamada educação de mobilidade como serviço, com o objetivo de ampliar receitas fora da venda de veículos. A direção reiterou a aposta em tecnologias de condução autônoma e em projetos de robótica avançada, incluindo o desenvolvimento do Optimus.

Durante a chamada de results, executivos destacaram que, em 2025, a Tesla registrou receita de 94,8 bilhões de dólares, sendo 73% oriunda de vendas de carros. As demais linhas de negócio, como geração e armazenamento de energia, cresceram, compensando parte da queda nos resultados com automóveis.

A empresa destacou a queda nas vendas globais de EVs para a liderança da BYD e a desaceleração de modelos-chave, Model 3 e Model Y. Incluiu ainda que cortes de incentivos fiscais em várias regiões influenciam o custo de aquisição dos veículos, em meio a um ambiente político conturbado ao redor de mudanças regulatórias.

Além disso, a Tesla divulgou pela primeira vez o total de assinaturas ativas do Full Self-Driving, que somam 1,1 milhão. A companhia afirma que o FSD deve migrar para modelo apenas por assinatura, com impactos em sua estratégia de produto. Restrições de uso e ações judiciais anteriores são mencionadas como histórico do tema.

Cenário financeiro e planos futuros

A gestão sinaliza metas ambiciosas para o setor de automação, com planos de lançamento de táxis autônomos em várias cidades dos EUA ainda neste ano. Também foi anunciado o avanço na linha de robôs humanoides, com expectativa de produção em massa até o fim de 2027, segundo a companhia.

No âmbito de investimentos, a empresa projeta gasto de cerca de 20 bilhões de dólares em 2026, em grande parte para linhas de produção de Cybercab, ônibus elétrico sem volante, robôs Optimus e fábricas de baterias. O custo elevado reflete a aposta em transformação de longo prazo.

Analistas observam que a mudança envolve riscos, pois a Tesla ainda depende da venda de carros para sustentar seus resultados, enquanto investe pesado em tecnologias que podem levar tempo para monetizar. A diretoria reforça o objetivo de posicionar a empresa como líder em tecnologias autônomas e robóticas.

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