- Donald Trump deve indicar Kevin Warsh para presidir a Federal Reserve, substituindo Jerome Powell, conforme anúncio esperado para sexta-feira pela manhã.
- Warsh, ex-membro do Conselho da Fed (duzentos e seis a dois mil e onze), era visto como hawkish e, agora, parece alinhado à queda de juros defendida pela Casa Branca.
- Se confirmado pelo Senado, Warsh assume o comando da instituição que atua com independência frente ao governo; Powell foi nomeado em dois mil e dezoito.
- A indicação ocorre em meio a ataques de Trump à independência da Fed e a uma investigação criminal do Departamento de Justiça sobre reformas no edifício da instituição.
- O mercado reagiu com valorização do dólar, que subiu cerca de 0,4%; a confirmação ainda depende do Senado, com apoio variável entre parlamentares.
Donald Trump deve indicar Kevin Warsh, ex-membro do Fed, ao cargo de chair da instituição. A nomeação ocorre em meio a ataques à independência da autoridade monetária e ao pressure para reduzir juros.
Warsh já foi visto como hawk de política monetária e, segundo relatos, alinhou-se à afinidade do governo por menores encargos de financiamento. Se confirmado pelo Senado, substituirá Jerome Powell.
Powell, nomeado por Trump em 2018, tem resistido a cortes agressivos de juros. A indicação de Warsh é vista como uma opção de linha firme frente a pressões políticas, com foco na inflação e no tamanho do balanço do Fed.
Contexto e impactos
O anúncio vinha sendo cotado pela imprensa desde a quinta-feira, com expectativa de divulgação na manhã de sexta-feira. A escolha dependerá da aprovação no Senado.
A nomeação pode provocar reação positiva no dólar, que se valorizou após as primeiras sinalizações sobre o tema. Analistas destacam que Warsh tende a manter o Fed com políticas mais contidas.
A decisão ocorre em um momento de tensão entre Trump e a instituição, que já enfrentou críticas por autonomia frente a interesses políticos. Economistas ressaltam a importância da independência do banco central.
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