- A Amazon iniciou a operação da constelação Leo, lançada de Kourou, marcando entrada da empresa no mercado de satélites de órbita baixa.
- Leo pretende levar internet rápida e barata para mais de 2,5 bilhões de usuários ao redor do mundo.
- SpaceX, com a megaconstelação Starlink, continua líder; a China já mira dezenas de milhares de satélites e já tem mais de mil ativos em órbita.
- Estimativas apontam que, até 2030, entre meio milhão e um milhão de satélites podem estar no espaço, aumentando a poluição orbital e o risco de colisões que atrapalham observações científicas.
- A Amazon ainda não divulgou o modelo de preço do Leo; a empresa disse que a cobrança será adaptada às condições locais, com referência aos valores praticados pela Starlink.
Amazon inicia implantação do Leo, nova constelação de satélites, rompendo o domínio de SpaceX. O lançamento ocorreu hoje em Kourou, Guiana Francesa, sob gestão da Arianespace. A operação marca a entrada da gigante de varejo no mercado de milhões de satélites.
O Leo visa levar internet rápida e estável a mais de 2,5 bilhões de usuários, segundo a equipe responsável. O projeto é apresentado como resposta à saturação orbital e à expansão de constelações privadas, principalmente as de Musk.
O lançamento acontece em meio a alertas sobre riscos de colisões e geração de detritos. A órbita baixa, cerca de 500 km, já acumula mais de 94% de lixo espacial entre os objetos em órbita.
Lançamento e investimentos
A missão envolve o uso de receptores de Leo com diferentes capacidades, desde 18 cm² até 76 x 51 cm, para suportar tráfego de até 1 Gbps. A produção de satélites Leo deve atingir 3.226 aparelhos até o fim da década.
Estudos indicam que existem cerca de 16 mil satélites em órbita, com 13 mil ativos. A tendência aponta para aumento acelerado, especialmente com planos chineses de dezenas de milhares de unidades.
Contexto internacional e orçamento
Diversos atores já disputam o espaço orbital, incluindo a China, que planeja dezenas de milhares de unidades. A União Europeia busca independência tecnológica com o programa IRIS² para conectividade segura.
A presença de redes privadas levanta debates sobre astronomia observacional e proteção de dados. Observatórios relatam dificuldades para rastrear objetos e manter pesquisas sem interferência.
Lisa Scalope, diretora de consumo da Leo, não divulgou detalhes de preços, citando variação conforme condições locais. A referência atual para concorrência é a Starlink, com tarifas entre 40 e 120 dólares mensais, conforme uso.
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