- Sanofi demitiu o CEO Paul Hudson; Belén Garijo, da Merck, foi nomeada para sucedê-lo, com o último dia de Hudson previsto para 17 de fevereiro.
- Hudson havia estabelecido um plano para acelerar lançamentos de novos medicamentos até 2023, mas os resultados de pesquisa e desenvolvimento (P&D) foram mistos ou negativos, com três testes finais não atingindo as metas.
- As ações da Sanofi caíram 1,2% no pregão de abertura em Paris e recuaram 21% nos últimos 12 meses, refletindo a decepção dos investidores.
- Em 2024, medicamentos experimentais como o tolebrutinib (esclerose múltipla) foram rejeitados ou tiveram resultados insatisfatórios, e amlitelimab apresentou resultados mistos.
- Garijo tem 15 anos de histórico na Sanofi e experiência recente na Merck; sua chegada deve trazer rigor à implementação da estratégia e fortalecer produtividade, governança e inovação em P&D.
A Sanofi anunciou a saída do CEO Paul Hudson após anos de gastos elevados com P&D sem resultados rápidos no mercado. A troca ocorre após resultados mistos de testes finais e atraso de metas, frustrando investidores. Belén Garijo, da Merck, foi escolhida para substituí-lo.
Hudson havia traçado um plano para acelerar a entrada de novos medicamentos até 2023, mas os resultados não vieram. Três testes finais em 2023-2024 apresentaram desfechos mistos ou negativos, atrasando a estratégia da empresa.
As ações caíram no pregão de Paris, chegando a recuar 1,2%, com queda acumulada de 21% nos últimos 12 meses. Hudson deixará o cargo no dia 17 de fevereiro.
Nova liderança
Belén Garijo será a presidente e CEO interina até definição de continuidade. Ela tem 15 anos de Sanofi e vem da Merck, onde era executiva. A Sanofi disse que Garijo trará maior rigor à implementação da estratégia, com foco em produtividade, governança e P&D.
Garijo já atuou como vice-presidente sênior de operações globais na Europa na Sanofi, liderando a integração da Genzyme. Na Merck, comandou operações que trouxeram acordos para fabricação de ingredientes de vacinas.
O mercado acompanhou impactos. Analistas destacam que a dupla mudança pode acelerar ajustes operacionais e controlador de custos para sustentar o pipeline de medicamentos. A Sanofi depende hoje exclusivamente de medicações sob prescrição.
Fontes: Bloomberg. A cobertura cita que Hudson tentava substituir Dupixent, medicamento líder para asma e dermatite, com novos produtos, mas o progresso foi insuficiente.
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