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Petróleo cai ao menor preço em 7 semanas; entenda os motivos

Petróleo encerra em sete semanas na menor cotação, Brent a US$ 91,45 e WTI a US$ 88,20, após cessar ataques entre Irã e Israel a pedido de Trump

A instabilidade do petróleo, no entanto, pressionou as ações do setor: Petrobras teve leve oscilação negativa de 0,12% e Prio caiu 1,18%.
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  • Os preços do petróleo caíram cerca de três por cento, atingindo o menor nível em sete semanas, após Irã e Israel anunciarem suspensão temporária dos ataques, atendendo a pedido de Donald Trump.
  • Brent fechou em cem dólares e cinquenta e cinco centavos por barril; WTI caiu para sessenta e oito dólares e vinte centavos por barril, primeiras quedas abaixo de médias técnicas.
  • O conflito no Oriente Médio apresentou alívio momentâneo, mas as tensões permanecem devido a ataques israelenses no Líbano e ao enceramento de ataques diretos entre Irã e Israel.
  • O Ibovespa fechou em alta de 0,68%, a 169.813,15 pontos, com volume financeiro de R$ 25,45 bilhões, ainda abaixo da média do ano.
  • O dólar à vista terminou estável em cerca de R$ 5,1785, com leve recuo de 0,05%, enquanto o dólar futuro operou em torno de R$ 5,2050.

O petróleo caiu para o menor nível em sete semanas nesta terça-feira, após Irã e Israel anunciarem suspensão dos ataques mútuos, atendendo a um apelo do presidente dos EUA, Donald Trump. Os preços recuaram mesmo com Trump afirmando que o Irã derrubou um helicóptero americano no Estreito de Ormuz e prometendo resposta.

Brent fechou em US$ 91,45 o barril, queda de US$ 2,80 (-3%). WTI caiu para US$ 88,20, baixa de US$ 3,10 (-3,4%). O recuo ocorreu no momento em que o mercado avaliava o impacto de uma possível trégua no Oriente Médio. Primeiro fechamento abaixo da média móvel de 100 dias desde maio para o WTI.

Analistas da Ritterbusch and Associates destacaram que o mercado teve menor volatilidade após o cessar-fogo provisório. O Irã bloqueou grande parte do tráfego pelo Estreito de Ormuz, área estratégica para o petróleo global, elevando dúvidas sobre oferta e custos de energia. Em outra frente, Israel bombardou Tiro, no Líbano, aumentando a tensão regional.

Ibovespa

O Ibovespa fechou em alta, ainda que sem sustentar a marca de 170 mil pontos, com alta de 0,68% para 169.813,15 pontos. A máxima chegou a 170.600,91 e a mínima ficou em 168.406,17. O volume totalizou R$ 25,45 bilhões, abaixo da média do ano.

O cenário externo manteve o foco em geopolítica e petróleo, com volatilidade moderada após o anúncio de suspensão dos ataques. Usuários acompanharam o fluxo de resultados no varejo e nos bancos, impactando o desempenho setorial, principalmente bancos e commodities.

Entre os destaques de ações, Itaú Unibanco subiu 1,82% e Bradesco ganhou 1,34%. Vale subiu 0,55%, enquanto Petrobras caiu 0,12% e Braskem avançou 3,82% com mudanças de diretoria aprovadas pelo conselho.

Dólar

O dólar fechou estável, com leve queda de 0,05%, a R$ 5,1785. O dia teve volatilidade moderada, pressionada por declarações de Trump sobre o Irã e pela evolução do conflito no Oriente Médio. O contrato futuro para julho operava em queda de 0,36%, a R$ 5,2050, às 17h03.

O ambiente externo influenciou a moeda brasileira, mas a sessão encerrou com o dólar próximo da estabilidade diante de agenda esvaziada. O índice do dólar caiu 0,08%, para 99,958, no encerramento. Nos últimos dias, a moeda acumula queda anual de 5,66% frente ao real.

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