- O canal Ziroth, de Ryan Inis Hughes, derruba as alegações da Donut Lab sobre uma bateria de estado sólido pronta para produção em massa.
- Segundo Hughes, a tecnologia apresentada é, na prática, uma bateria de íons de lítio convencional, do tipo NMC, não um sólido.
- A investigação conta com o depoimento da ex-diretora comercial da Nordic Nano Group, Lauri Peltola, e a análise de mais de 20 especialistas independentes, incluindo o Fraunhofer.
- Hughes acusa o CEO Marko Lehtimäki de “lavagem de autoridade” ao usar o centro de pesquisas VTT para realizar apenas testes que favoreçam a narrativa da empresa, sem abordar densidade de energia de 400 Wh/kg e vida útil de 100 mil ciclos.
- O material também analisa a rede de empresas-fantasma de Lehtimäki e as táticas de captação de recursos, deixando o futuro da Donut Lab e de seus investidores em aberto.
Donut Lab vê suas alegações de bateria de estado sólido desmentidas por canal Ziroth. A reportagem de Ryan Inis Hughes afirma que a empresa não tem produto viável e que a suposta bateria é, na prática, um design de íon de lítio comum. A peça foi publicada após uma investigação extensa.
Hughes contou com a colaboração de Lauri Peltola, ex-CCO da Nordic Nano Group, sociedade apontada como parceira de Donut Lab para a produção das baterias. Além disso, mais de 20 especialistas independentes em baterias analisaram curvas de voltagem, expansão das células e assinaturas eletroquímicas para mostrar semelhanças com células de íon de lítio NMC.
Segundo o apresentador, o CEO Marko Lehtimäki teria utilizado uma prática de “lavagem de autoridade”, ao fazer testes em parceria com o VTT Technical Research Centre da Finlândia para tentar conferir legitimidade ao projeto. O VTT não abordou as questões centrais: densidade energética de 400 Wh/kg e vida útil de 100 mil ciclos.
Desdobramentos financeiros e estrutura corporativa
O vídeo detalha uma rede de empresas de fachada usadas por Lehtimäki para ocultar a origem da tecnologia e os trâmites de captação de recursos que poderiam configurar conduta fraudulenta, segundo Hughes. A análise inclui os mecanismos de financiamento e a relação com potenciais investidores de varejo.
A investigação de Hughes é descrita como profunda e abrangente, com consulta a especialistas e documentos de terceiros. O material destaca a necessidade de verificação independente antes de aceitar os anúncios da empresa.
O que ocorre daqui em diante para Lehtimäki, Donut Lab e os investidores permanece incerto. O princípio permanece: quando algo parece extraordinário, é preciso cautela.
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