- Salvador sediou, no último sábado, a Mostra Estadual do AgPopSUS, reunindo 33 turmas da Bahia, com cerca de 600 educadores e educandos atuando como agentes populares de saúde em territórios urbanos e rurais do estado.
- A iniciativa integra a Política Nacional de Educação Popular em Saúde (PNEPS-SUS) e visa fortalecer o protagonismo social na defesa do SUS, articulando saberes populares com conhecimentos técnicos.
- O evento destacou o reconhecimento da educação popular como estratégia estruturante do SUS, com relatos de impacto na prática comunitária e registro de saberes locais.
- O Ministério da Saúde, representado pelo secretário Felipe Proenço, reiterou o compromisso de fortalecer a educação popular como estratégia permanente, garantindo participação das comunidades na formulação, implementação e cuidado em saúde.
- Entre as falas, Jeane da Hora, educadora de uma comunidade quilombola, ressaltou a importância da formação para registrar saberes tradicionais e fortalecer o território.
Salvador sediou no último sábado (13) a Mostra Estadual do AgPopSUS, reunindo 33 turmas da Bahia e cerca de 600 educadores e educandos atuando como agentes populares de saúde em áreas urbanas e rurais do estado.
A mostra integra a Política Nacional de Educação Popular em Saúde (PNEPS-SUS) e tem como objetivo fortalecer o protagonismo social na defesa do SUS. O encontro busca articular saberes populares com conhecimentos técnicos para ampliar ações de educação em saúde, combater desinformação e fortalecer vínculos comunitários.
Segundo o Ministério da Saúde, o evento reafirma a educação popular como estratégia estruturante do SUS, reconhecendo o papel dos agentes populares na formulação, implementação e cuidado em saúde dos territórios.
Participação e impactos
Um dos relatos destacados foi o de Joseane da Hora, educadora popular na comunidade quilombola de Cachoeira, que enfatizou o ganho proporcionado pela formação. Ela afirmou que a prática diária ganhou respaldo teórico e visibilidade ao registrar saberes locais, fortalecendo o território quilombola.
O relato destaca ainda como a troca de experiências entre comunidades enriquece o trabalho. A formação contribui para a documentação de saberes tradicionais, ampliando a circulação de conhecimentos na Bahia.
O conjunto de ações da mostra reforça a educação popular em saúde como ferramenta de mobilização comunitária e de garantia de direitos. A iniciativa fortalece os vínculos entre políticas públicas de saúde e as comunidades onde atuam os agentes populares.
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