- Quase 40% dos jovens de 15 anos não sabem definir suas expectativas sobre a carreira, segundo dados da OCDE divulgados em 2025, que ouviu representantes de mais de 30 países.
- Iniciativas pedagógicas passam a incluir escuta ativa e visitas a ambientes de trabalho para ampliar o repertório profissional dos estudantes.
- Mesmo com ações, participação ainda é limitada: 35% dos jovens participaram de feiras de profissões e 45% visitaram espaços de trabalho no último ano.
- Especialistas destacam a importância de humanizar a escolha profissional, com orientação estruturada e cuidado com a saúde emocional para reduzir pressão.
- Exemplos práticos: escolas como Lourenço Castanho, em São Paulo, destacam acolhimento e orientação; Gracinha, no Itaim Bibi, promove jornada profissional de dois dias com escuta, mesas com profissionais e feira de universidades.
Quase 40% dos jovens de 15 anos não sabem definir suas expectativas quanto à carreira, segundo a OCDE. O levantamento, realizado em 2025 com representantes de mais de 30 países, aponta déficit de perspectiva profissional entre estudantes do ensino médio.
Para enfrentar o desafio, escolas promovem ações que ampliam o repertório profissional e humanizam a escolha. Iniciativas vão desde jornadas profissionais até estágios práticos, ligando sala de aula ao mundo do trabalho.
Apesar do interesse, o movimento ainda é limitado: apenas 35% dos jovens participaram de feiras de profissões e 45% visitaram ambientes de trabalho no último ano, aponta a mesma pesquisa.
Acolhimento e orientação como eixo central
Especialista em educação e CEO do DCPC, Vitor Azambuja, ressalta a importância de expor estudantes a perfis diversos, incluindo profissionais que atuam em startups. O objetivo é ampliar horizontes e mostrar caminhos possíveis.
“Ao conhecer diferentes áreas desde cedo, o estudante percebe que o futuro é viável para ele”, afirma o docente, destacando a necessidade de espaços de escuta, orientação e apoio emocional.
A proximidade entre escola, universidade e mercado de trabalho é apontada como ferramenta de desmistificação de carreiras e contextualização do aprendizado no projeto de vida do aluno.
Experiências práticas nas escolas
Na Escola Lourenço Castanho, no Campo Belo, SP, a estratégia foca em reduzir a pressão pela escolha e ampliar o repertório com atividades estruturadas. O diretor-geral defende a humanização do processo.
Segundo ele, a instituição deve oferecer orientação profissional, saúde emocional e autoconhecimento, criando ambiente de reflexão em vez de cobrança.
A articulação com universidades, cursos técnicos e o mercado amplia as opções dos estudantes, contribuindo para decisões mais maduras e conscientes.
Jornadas profissionais e aproximação geracional
Na Escola Gracinha, no Itaim Bibi, SP, a jornada ocorre anualmente e parte da escuta dos interesses dos estudantes. O coordenador descreve uma programação de dois dias com mesas de apresentação.
O formato envolve profissionais de diferentes áreas e estudantes mais adiantados, promovendo diálogo entre gerações. A interação já começou há cerca de dois anos.
A iniciativa inclui ainda visitas a centros universitários e um estágio sombra, com visitas a espaços de atuação profissional. No segundo dia, ocorre uma feira de universidades com cerca de 17 instituições.
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