- O ministro da Educação, Leonardo Barchini, recebeu, em 10 de junho, em Brasília, estudantes e dirigentes da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP).
- Em 2026, a rede ampliou o apoio técnico e financeiro a cursinhos populares, de 384 para 1.532 unidades, com investimentos de 74 milhões para 290 milhões de reais.
- Serão mais de cinquenta mil estudantes com bolsas de 200 reais por mês para permanência nos estudos.
- O encontro contou com a presença do secretário-executivo do MEC, Rodolfo Cabral, e da secretária Zara Figueiredo, que destacou ouvir a percepção das comunidades atendidas.
- Casos de sucesso citados incluíram a primeira turma de cursinho indígena do Instituto Sãpe e relatos de estudantes que passaram em universidades federais com apoio da CPOP.
O MEC recebeu nesta quarta-feira, 10 de junho, em Brasília, um grupo de estudantes e coordenadores da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP). O encontro contou com a presença do ministro da Educação, Leonardo Barchini, para debate sobre ações de apoio a estudantes negros, indígenas e quilombolas.
Os participantes são vinculados a cursinhos voltados a populações historicamente sub-representadas. O encontro teve como foco a avaliação de editais de 2026, que ampliaram significativamente o alcance e o aporte financeiro da rede. Em 2026, o número de cursinhos apoiados cresceu de 384 em 2025 para 1.532, representando um salto de 299%. O investimento passou de R$ 74 milhões para R$ 290 milhões.
Mais de 50 mil estudantes devem receber bolsas mensais de R$ 200 para permanência nos estudos, financiando continuidade educacional em todo o país. O ministro ressaltou a evolução das políticas de democratização do acesso à educação superior, destacando que hoje há maior participação de cotistas pretos, quilombolas e indígenas nas federais.
Avanços e relatos
Rodolfo Cabral, secretário-executivo do MEC, participou da reunião ao lado de Zara Figueiredo, secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão. A interlocutora destacou a relevância de ouvir a percepção das comunidades quilombolas, povos indígenas da região norte e jovens de periferia sobre a efetividade das políticas.
Daniela Kaingang, professora indígena, relatou que a CPOP possibilitou a implementação da primeira turma de cursinho pré-vestibular indígena no Brasil no ano anterior. Ela mencionou que a instituição associada abriu novas propostas em 2026, ampliando o alcance para o país inteiro.
Caroline Vitória Lessa, estudante que venceu o vestibular para biologia na Uerj, compartilhou que a bolsa ajudou a manter seus treinamentos e reforçou o papel da educação popular na transformação de trajetórias. Ela destacou a interseção entre esporte e educação superior como motor de oportunidades.
Esther Carvalho, estudante do PVC e ativista de Volta Redonda, avaliou que as histórias mostram a força da organização popular e a importância do apoio do Estado. Ela reforçou a visão de que as universidades federais ainda mantêm um espírito de elitização histórico que precisa ser enfrentado.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
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