- Um esquema de venda irregular de um camarote no Morumbi envolve dois membros da diretoria do São Paulo: Douglas Schwartzmann e Mara Casares, intermediada por Rita de Cássia Adriana Prado, ligado ao camarote 3A e ao show de Shakira em fevereiro.
- Rita recebeu o direito de uso do camarote e faturou mais de R$ 130 mil vendendo ingressos, com cada bilhete acima de R$ 2 mil; houve disputa envolvendo envelope com 60 ingressos e a empresária Carolina Lima Cassemiro.
- Carolina comprou ingressos por R$ 132 mil, porém pagou apenas R$ 100 mil, levando Rita a registrar boletim de ocorrência contra Carolina na 34ª DP de São Paulo; o BO está anexado ao processo.
- Áudio divulgado mostra os dirigentes discutindo a venda clandestina e pressionando Rita para retirar a ação; trechos revelados indicam tentativa de contornar a situação.
- O São Paulo informou que irá apurar os fatos e adotará as medidas cabíveis; conselheiros mencionados solicitaram licença dos cargos, com possível aplicação de punições conforme o estatuto do clube.
Um esquema de venda irregular de um camarote no Morumbi ganhou contornos graves, envolvendo dois membros da diretoria do São Paulo e uma intermediária. O caso, ligado ao camarote 3A durante o show de Shakira em fevereiro, tramita na 3ª Vara Cível do Foro Regional IX, em Vila Prudente. A ESPN teve acesso aos documentos.
Conforme a ação, Douglas Schwartzmann e Mara Casares repassaram o direito de uso do camarote para Rita de Cássia Adriana Prado, que comercializou ingressos por mais de R$ 130 mil. Cada bilhete chegou a valer acima de R$ 2 mil. O episódio envolvendo Carolina Lima Cassemiro resultou em boletim de ocorrência por envelope com 60 ingressos sem autorização.
Os relatos revelaram também pressões para que Rita retirasse a ação contra Carolina. Trechos de áudios, divulgados pelo GE, indicam que Schwartzmann admite venda clandestina e acusa Rita de queimar pessoas. Dialogos apontam para tentativa de envolvimento de advogada da intermediária e para contatos para encerrar o processo.
Repercussão interna no SPFC
O clube informou que tomou conhecimento do conteúdo do áudio pela imprensa e que fará a devida apuração dos fatos. Conforme a apuração, Schwartzmann e Mara solicitaram licença de seus cargos na gestão, com possíveis medidas disciplinares conforme o Estatuto Social.
A normativa interna estabelece punições para infrações graves, incluindo suspensão, perda de mandato e indenização. O Regimento Interno ainda prevê suspensão de 90 a 270 dias para dano à imagem do clube, com aumento se o associado ocupar cargo na agremiação. A instituição destacou a necessidade de medidas proporcionais aos fatos apurados.
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