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Cadeirantes de 81 e 25 anos discutem cortes de assistência, moradia e nadar

Apesar dos avanços, o mundo ainda não é planejado para cadeirantes, prejudicando mobilidade e inclusão

‘It’s a question of thinking outside the box’ … Alice Moira.
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  • A tecnologia para cadeirantes avançou muito, mas o mundo ainda nem sempre é projetado pensando neles.
  • O relato mostra caminhos diferentes: Moira precisou adaptar a escola e, no passado, a cadeira era de madeira; hoje há recursos muito mais modernos e acessíveis.
  • Desafios continuam no dia a dia: morar, estudar, trabalhar e fazer atividades físicas nem sempre é simples, com barreiras como acessibilidade e transporte.
  • Avanços positivos incluem moradia adaptada, apoio financeiro e uso de aplicativos para localizar acessibilidade e elevadores; ainda há necessidade de melhorar o PIP.
  • O objetivo é ampliar oportunidades e incentivar a participação em esportes e atividades sociais sem questionar as limitações impostas pela deficiência.

Ao longo das décadas, a tecnologia avançou, especialmente nos últimos cinco a seis anos. Ainda assim, o mundo continua muitas vezes desenhado sem considerar pessoas que usam cadeira de rodas. Este texto reúne relatos de duas pessoas com deficiência sobre passado, presente e desafios de acesso.

Lochlann O’Higgins, hoje com 25 anos, lembra o primeiro contato com a cadeira de rodas aos dois anos. Ele destaca que, na hospitalização, movimentar-se livremente foi uma sensação inédita, apesar do susto dos profissionais. Alice Moira, hoje com 81, teve a primeira cadeira aos quatro, de madeira, e describe o medo de ser rotulada, o que a motivou a lutar pelo espaço próprio no dia a dia.

Primeiros anos e educação

O’Higgins, criado inicialmente na China, transferiu-se para o Reino Unido aos oito e frequentou escolas não adaptadas. A realidade de ter sido o único estudante em cadeira de rodas trouxe dificuldades, especialmente para atividades como educação física. Já Moira enfrentou limitações desde o início, lidando com a necessidade de calçados ortopédicos e, em alguns momentos, com resistência a sentar-se, o que levou a soluções criativas na escola.

Desafios de acessibilidade no dia a dia

A trajetória escolar se conectou a mudanças estruturais: Moira participou da fundação de escolas apoiadas pela Spastic Society, hoje Scope, para ampliar opções de educação para pessoas com paralisia cerebral. Em termos de moradia, Moira relata a escassez de habitação acessível, enquanto O’Higgins observa avanços recentes como o uso de esquemas de financiamento e plataformas de mobilidade que facilitam o deslocamento urbano, especialmente em grandes cidades.

Trabalho, esporte e independência

No âmbito profissional, Moira descreve a busca por oportunidades que valorizem habilidades não físicas, o que a levou ao serviço social, enfrentando processos seletivos desafiadores. O’Higgins, por sua vez, aponta a atuação remota como alternativa viável, destacando a redução do estresse com deslocamentos. No esporte, a prática de rugby em cadeira de rodas e outras modalidades cria redes de apoio e inclusão.

Tecnologia, apoio institucional e perspectivas

Os entrevistados ressaltam avanços tecnológicos como aplicativos de acessibilidade e a disponibilidade de cadeiras e acessórios específicos para crianças, bem como o papel de programas de independência financeira. Entretanto, ainda existem obstáculos na obtenção de benefícios como o Personal Independence Payment (PIP) no Reino Unido, com necessidade de comprovação e tramitação sucessivas. Ambos destacam a importância de manter o ritmo de melhoria para que jovens tenham acesso aos recursos necessários.

Olhando para o futuro

O’Higgins defende que buscar comunidades próximas e clubes esportivos deve continuar crescendo, para ampliar a participação social. Moira aponta a necessidade de mais oportunidades para experimentar atividades sem o preconceito de limitações, enfatizando que a possibilidade de tentar é fundamental para a inclusão plena.

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