- Por volta das 18h30 de domingo, um ataque a tiros ocorreu em Bondi Beach, Sydney, durante uma celebração de Hanucá, quando dezenas de pessoas estavam no local.
- Um homem e seu filho atiraram com rifles na multidão; ao todo, quinze pessoas morreram e quase quarenta ficaram feridas; um espectador conseguiu imobilizar Sajid Akram.
- A polícia matou Sajid Akram, feriu e prendeu Naveed Akram; no veículo dos suspeitos foram encontradas duas explosões improvisadas e duas bandeiras do Estado Islâmico.
- O primeiro ministro classificou o ataque como terrorista antissemita; autoridades investigam ligações internacionais e possíveis treinamentos dos atiradores.
- Igrejas locais, incluindo Bondi Anglican Church, ofereceram abrigo, apoio emocional e aconselhamento; comunidades judaica e cristã se mobilizam para apoiar vítimas e vizinhos.
O ataque em Bondi Beach, na região leste de Sydney, interrompeu um período de entrega de alimentos realizada por uma igreja local. Um grupo de voluntários, liderado pelo pastor Martin Morgan, havia tocado a campainha de famílias em dificuldade quando ocorreram os disparos. O incidente foi registrado por testemunhas da Bondi Beach Church.
Segundo o relato inicial, a confusão começou por volta de 18h30 de domingo, com explosões que lembravam fogo de artifício. Uma mulher em roupas formais fugiria da cena, seguida por dezenas de pessoas em traje de praia, algumas gritando para buscar abrigo. A igreja abriu suas portas para acolher quem chegava.
A polícia confirmou que o ataque ocorreu próximo à praia, no bairro de Bondi. Vigilantes e agentes da lei passaram a controlar a área, interrompendo atividades locais. Pessoas feridas buscaram socorro na via pública, próximo a estruturas públicas e residenciais.
Detalhes do ataque
A dupla envolvida foi identificada como Naveed Akram, 24, e Sajid Akram, 50, que dispararam de uma passarela para o entorno de uma celebração de Hanukkah organizada pela Chabad de Bondi. A cerimônia ocorria perto de um parque infantil, atraindo grande número de pessoas.
Um testemunha respondeu rapidamente, desarmando Sajid Akram antes que ele se afastasse. Mesmo assim, o grupo contabilizou dezenas de feridos. Entre as vítimas estão crianças e idosos, além de pessoas que contribuíram para a assistência comunitária.
A ação resultou na morte de 15 pessoas, incluindo autoridades locais e membros da comunidade judaica. Em contrapartida, a polícia recapturou Naveed e neutralizou Sajid, que foi morto pelos oficiais durante a abordagem. Duas explosões caseiras e bandeiras de apoio ao Estado Islâmico foram encontradas no veículo dos atiradores.
Reação e investigação
À noite, o primeiro-ministro australiano classificou o episódio como ataque terrorista antissemita. Autoridades investigam motivações e possível treinamento prévio de ambos, com indícios de que os suspeitos haviam viagens anteriores a áreas associadas a extremismo.
O governo local informou que serviços religiosos da região foram reforçados com vigilância e apoio psicológico. Igrejas da região ofereceram conselhos e assistência prática a vítimas e à comunidade judaica, que vinha aumentando a segurança após tensões regionais.
Ações da comunidade e continuidade
Imediatamente após o ataque, a Bondi Anglican Church manteve portas abertas até tarde, fornecendo água, calor e acolhimento. No dia seguinte, o serviço litúrgico foi adaptado para incluir ritmo de luto e orações pelas vítimas, mantendo a continuidade das atividades da igreja.
Organizações ligadas à igreja e a outras denominações anunciaram iniciativas de cooperação entre comunidades religiosas para apoiar os atingidos, com foco em acolhimento, socorro médico e apoio aos familiares. A polícia continua apurando detalhes do caso e a motivação dos autores.
Contexto regional
Australia registrou aumento de atos de antisemitismo após conflitos internacionais recentes. Comunidades judaicas têm reforçado medidas de segurança em Sydney e Melbourne, incluindo eventos públicos próximos a sinagogas. Autoridades chamam a sociedade a solidariedade para enfrentar o trauma coletivo.
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