Os gastos militares da Rússia, impulsionados pela política do presidente Vladimir Putin, superam todos os orçamentos de defesa da Europa somados, conforme um estudo do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS). Em 2024, os gastos globais em defesa atingiram US$ 2,46 trilhões, um aumento de 7,4% em relação ao ano anterior, refletindo o impacto da […]
Os gastos militares da Rússia, impulsionados pela política do presidente Vladimir Putin, superam todos os orçamentos de defesa da Europa somados, conforme um estudo do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS). Em 2024, os gastos globais em defesa atingiram US$ 2,46 trilhões, um aumento de 7,4% em relação ao ano anterior, refletindo o impacto da invasão da Ucrânia. O relatório, divulgado em 12 de dezembro, destaca que a Europa viu um crescimento nominal de 50% em seus gastos militares na última década, com variações significativas entre os países da OTAN.
A Alemanha agora possui o maior orçamento de defesa da Europa e o segundo da OTAN, atrás apenas dos Estados Unidos, após um aumento significativo em 2024. O Reino Unido, que liderou os gastos militares europeus por 30 anos, enfrenta desafios devido a um histórico de subinvestimento, mesmo com ajustes orçamentários. O relatório também menciona que a pressão orçamentária persiste na maioria dos países europeus, dificultando a manutenção dos altos níveis de investimento em defesa.
O IISS aponta que a Rússia investiu US$ 461,6 bilhões em despesas militares em 2024, quase igualando o total de gastos de defesa da Europa em termos de paridade de poder de compra. A Rússia tem conseguido maximizar seus recursos, apesar de perdas significativas em equipamentos, como mais de 4.100 tanques e um quarto de seus caças Su-34. A ajuda militar da Coreia do Norte e do Irã tem sido crucial para sustentar o esforço de guerra russo, com a Coreia do Norte fornecendo cerca de 8 milhões de projéteis de artilharia nos últimos 18 meses.
Em contraste, a Ucrânia enfrenta um esgotamento de suas tropas e uma necessidade crítica de pessoal, estimando-se que faltem entre 50.000 e 100.000 soldados para atender às demandas do exército. O IISS alerta que, sem apoio ocidental contínuo, a Ucrânia pode perder ainda mais a iniciativa no campo de batalha, enquanto a Rússia, com sua capacidade de mobilização, poderá manter suas operações no próximo ano.
Entre na conversa da comunidade