Vitalii Dribnytsia, um professor de história da Ucrânia, usa o Chatroulette para conversar com russos sobre a história do seu país, especialmente após a invasão russa em 2022. Ele faz perguntas provocativas, como sobre a Crimeia, que foi anexada pela Rússia em 2014. Durante essas conversas, muitos russos negam a existência da Ucrânia como nação. Dribnytsia grava as discussões e publica no YouTube, onde seu canal “Vox Veritatis” tem quase meio milhão de inscritos. Ele acredita que a história é usada como uma ferramenta política e que muitas pessoas não conhecem sua própria história. Desde o início da guerra, ele já gravou mais de mil e quinhentas conversas, enfrentando hostilidade, mas também recebendo apoio de russos que se opõem à guerra. Seu trabalho é visto como importante para afirmar a existência da Ucrânia como país, e o historiador Yaroslav Hrytsak destaca que é essencial esclarecer esses pontos para que a narrativa de Putin não prevaleça.
Em Bila Tserkva, um professor de história ucraniano, Vitalii Dribnytsia, tem utilizado o Chatroulette para debater com russos sobre a história da Ucrânia. Desde a invasão russa em 2022, ele busca desmascarar narrativas do Kremlin e educar ucranianos sobre sua identidade.
Dribnytsia, de cinquenta e nove anos, inicia suas conversas com perguntas provocativas, como “A quem pertence a Crimeia?”, referindo-se à península ucraniana anexada pela Rússia em 2014. Durante as interações, ele enfrenta a resistência de muitos russos que negam a existência da Ucrânia como nação. “A internet vai te contar tudo”, disse um interlocutor, afirmando que a Ucrânia nunca existiu.
O professor, que já lecionou em escolas, grava suas discussões e publica no YouTube, onde seu canal “Vox Veritatis” conta com quase meio milhão de inscritos. Os vídeos atraem ucranianos interessados em aprender sobre sua história e fortalecer seus argumentos em defesa da soberania do país.
Dribnytsia acredita que a história é frequentemente usada como ferramenta política. Ele se recorda de sua formação na era soviética, quando muitos eventos históricos eram distorcidos. “As pessoas geralmente desconhecem sua própria história. Isso é normal. Mas, nesta guerra, é a instrumentalização da história”, afirmou.
Desde o início da guerra, Dribnytsia gravou mais de mil e quinhentas conversas. Embora enfrente hostilidade, ele também encontra apoio de russos que se opõem à guerra. “Estou aprendendo muito com ele”, disse uma aposentada ucraniana que se descreveu como formada na União Soviética.
O trabalho de Dribnytsia é visto como uma forma de restaurar a dignidade da Ucrânia. O historiador Yaroslav Hrytsak destacou que seus esforços são essenciais para provar que a Ucrânia existe como país. “Se ninguém esclarecer as coisas, então Putin vence”, afirmou Hrytsak.
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