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Chinês revela abusos na guerra da Ucrânia e alerta compatriotas sobre riscos

Chinês que lutou pelo exército russo denuncia abusos e corrupção, alertando compatriotas a não se juntarem ao conflito na Ucrânia.

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Um combatente chinês que lutou ao lado do exército russo, identificado como Michael, denunciou abusos, incluindo ter sido mantido em um buraco por 21 dias. Ele alertou outros chineses a não se juntarem ao conflito, mencionando corrupção e má gestão militar. Michael, de 29 anos, se alistou para viver a experiência militar, mas agora considera isso um erro. Ele contou que sua punição ocorreu após discutir com um comandante sobre equipamentos de proteção e descreveu a realidade do exército russo como muito pior do que imaginava, chamando-o de “piada” devido a problemas com equipamentos e logística. A presença de combatentes chineses na guerra foi destacada pelo presidente da Ucrânia, que mencionou a captura de dois lutadores chineses, enquanto o governo da China negou envolvimento e pediu que seus cidadãos não participem de ações militares. No entanto, Michael afirmou que conhece centenas de chineses lutando ao lado da Rússia. Ele se alistou após ver anúncios no Douyin, a versão chinesa do TikTok, e chegou à Rússia em novembro de 2023, juntando-se ao grupo mercenário Wagner. Os salários para mercenários variam, e Michael disse que seu contrato oferecia 200 mil rublos por mês, além de bônus. Muitos combatentes chineses estão motivados por questões financeiras, buscando melhores oportunidades em um cenário econômico difícil na China. Outros chineses também lutam ao lado da Ucrânia, motivados por ideais, como Jason, que se alistou na Legião Internacional da Ucrânia, e Sophie, que aguarda aprovação para se juntar a eles, ambos acreditando que a guerra é uma luta contra a opressão.

Um combatente chinês que lutou pelo exército russo denunciou abusos, incluindo ter sido mantido em um buraco por 21 dias. Ele alertou outros compatriotas a não se juntarem ao conflito, citando corrupção e má gestão militar. O homem, que se identificou como Michael, afirmou que se alistou na luta da Rússia contra a Ucrânia para experimentar a vida militar, mas agora considera sua decisão um erro.

Michael, de 29 anos, relatou que sua punição ocorreu após uma disputa com seu comandante sobre equipamentos de proteção. Ele descreveu a experiência como brutal e afirmou que a realidade do exército russo é muito pior do que imaginava. “O exército número dois do mundo é uma piada”, disse ele, mencionando problemas como equipamentos inadequados e logística deficiente.

A presença de combatentes chineses na guerra foi destacada quando o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, revelou a captura de dois lutadores chineses. Ele afirmou que há muitos outros lutando ao lado da Rússia. O governo chinês negou envolvimento e pediu que seus cidadãos não participem de ações militares. No entanto, Michael e outros combatentes afirmaram conhecer centenas de chineses nas fileiras russas.

A propaganda nas redes sociais tem atraído homens chineses para se alistar, prometendo bons salários e uma imagem de masculinidade. Michael, que já havia servido no Exército de Libertação Popular da China, se deixou levar por anúncios que viu no Douyin, a versão chinesa do TikTok. Ele chegou à Rússia em novembro de 2023 e, após dificuldades com o idioma, se juntou ao grupo mercenário Wagner.

Os salários para os mercenários variam, com Michael afirmando que seu contrato com o Ministério da Defesa da Rússia oferecia 200 mil rublos (cerca de R$ 2,4 mil) por mês, além de bônus por território conquistado. Muitos dos combatentes chineses, segundo ele, estão motivados por questões financeiras, buscando melhores oportunidades em um contexto de crescimento econômico lento na China.

Enquanto isso, outros chineses têm lutado ao lado da Ucrânia, motivados por ideais e experiências pessoais. Jason, que se mudou para os Estados Unidos, se alistou na Legião Internacional da Ucrânia, enquanto Sophie, estudante de doutorado, aguarda aprovação para se juntar a eles. Ambos compartilham a visão de que a guerra é uma luta contra a opressão e a desinformação.

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