- A NSO Group foi condenada pela Justiça federal da Califórnia a pagar 167,25 milhões de dólares à Meta pela interceptação de mais de 1.400 usuários do WhatsApp com o Pegasus.
- O veredito foi divulgado nesta terça-feira; a decisão considera a NSO responsável pelos ataques ocorridos no ano anterior.
- O Pegasus podia ser instalado mesmo sem a vítima aceitar a ligação, acessando câmera, microfone, mensagens, e localização do aparelho.
- Além dos 167,25 milhões, a Meta recebeu 444.719 dólares em danos compensatórios e informou que buscará uma ordem judicial para impedir a NSO de mirar o WhatsApp, além de doar recursos a organizações de direitos digitais.
- A NSO afirmou que vai analisar os detalhes do veredito e pode recorrer; a Apple também processa a NSO por ataques a iPhone.
Meta ganhou uma ação contra a NSO Group, fabricante do spyware Pegasus, e receberá 167,25 milhões de dólares. A decisão foi proferida por um júri federal na Califórnia nesta terça-feira, após a empresa ser considerada responsável pelos ataques a mais de 1.400 usuários do WhatsApp.
A ação, movida pela Meta em 2019, se baseou em uma falha identificada pelo Citizen Lab que permitia instalar Pegasus por meio de uma chamada telefônica, mesmo sem atender. O spyware podia ativar câmera e microfone, acessar mensagens e localização.
Segundo a Meta, os alvos incluíram ativistas, jornalistas e diplomatas. A empresa também aponta que a Apple moveu ação semelhante contra a NSO Group por ataques a usuários de iPhone.
O júri concedeu ainda 444.719 dólares em danos compensatórios à Meta. A companhia descreveu o veredito como importante avanço para a privacidade e a segurança contra spyware ilegal.
A Meta afirma que irá buscar uma ordem judicial para impedir a NSO de mirar o WhatsApp. Também divulgará transcrições de depoimentos e planeja doar para organizações de direitos digitais.
A NSO Group, por meio do porta-voz Gil Lainer, disse que vai analisar o veredito e buscar recursos legais, incluindo recursos adicionais. A empresa também informou que estudará detalhes da decisão.
Atualização (6 de maio): a NSO Group acrescentou informações ao caso, citando recursos legais e procedimentos adicionais a serem avaliados.
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