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Sítio de sepultamento em Damasco revela horrores da guerra civil síria e busca por justiça

Centro de identificação de restos humanos é inaugurado em Damasco, mas enfrenta escassez de recursos e desafios na busca por desaparecidos.

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Um novo centro de identificação de restos humanos foi aberto em Damasco, na Síria, para ajudar a identificar as vítimas da guerra civil que começou em 2011. O centro enfrenta dificuldades, como a falta de recursos e a necessidade de testes de DNA, que são caros e limitados devido a sanções. Muitas pessoas estão desaparecidas, e as famílias buscam respostas. O trabalho de identificação é demorado e pode levar meses para identificar uma única vítima. O centro é apoiado pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Entre as histórias de dor, está a de Malak Aoude, que perdeu seus dois filhos durante o conflito. Ela busca informações sobre o que aconteceu com eles, mas ainda não encontrou respostas. A situação continua difícil para muitos sírios que perderam entes queridos e esperam por justiça.

Um novo centro de identificação de restos humanos foi inaugurado em Damasco, na Síria, com o objetivo de ajudar familiares a encontrar respostas sobre desaparecidos na guerra civil. O centro enfrenta desafios como a escassez de recursos e a necessidade de testes de DNA, essenciais para a identificação.

O chefe do centro, Anas al-Hourani, explicou que os restos humanos são provenientes de “mass graves” (covas coletivas) e que muitos dos ossos analisados pertencem a vítimas recentes do regime de Bashar al-Assad. Ele destacou que a identificação precisa de DNA é a mais confiável, mas atualmente há apenas um laboratório de testes no país, e a falta de insumos devido a sanções internacionais complica ainda mais o processo.

A identificação de uma única vítima pode levar meses, e o centro depende exclusivamente de financiamento do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Al-Hourani afirmou que “o trabalho levará muitos anos” devido à quantidade de restos humanos encontrados. Estima-se que mais de 130 mil pessoas foram desaparecidas durante o conflito, que já resultou na morte de centenas de milhares.

O centro foi visitado por jornalistas, que também conheceram a história de Abu Ali, um ex-motorista militar que transportou corpos para locais de sepultamento. Ele relatou que, em média, carregava de 150 a 200 corpos por viagem, muitos dos quais eram civis. A dor das famílias que buscam por seus entes queridos é palpável, como no caso de Malak Aoude, que ainda procura por seus filhos desaparecidos desde 2012.

A nova administração, formada por rebeldes que derrubaram Assad, afirma que a “justiça de transição” é uma prioridade, mas muitos familiares expressam frustração com a lentidão dos processos. A busca por respostas continua, enquanto a guerra civil deixa um legado de dor e incerteza para os sírios.

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