Vladimir Putin usou o Dia da Vitória para pedir unidade e lembrar as vítimas da Segunda Guerra Mundial, enquanto a presença de líderes como Xi Jinping mostrou apoio à Rússia. Apesar disso, uma pesquisa revelou que o apoio dos russos à guerra na Ucrânia está caindo, com 61% desejando negociações. Este foi o quarto Dia da Vitória de Putin sem uma vitória clara na Ucrânia. Ele misturou o sacrifício dos soviéticos na guerra passada com sua invasão atual para justificar suas ações. O presidente ucraniano, Volodímir Zelenski, lembrou que muitos ucranianos morreram durante a invasão nazista. Durante o desfile, Putin destacou a importância da unidade e da força militar, enquanto a segurança em Moscou foi reforçada devido ao medo de sabotagens. O apoio à guerra diminuiu, com apenas 30% dos russos a favor da continuação do conflito. O evento não contou com a presença de líderes ocidentais, e Putin respondeu a críticas de Donald Trump sobre o Dia da Vitória, reafirmando o papel da União Soviética na guerra. O desfile militar incluiu tropas de países aliados e veículos militares, e a celebração também teve eventos civis, como a marcha Regimento Imortal, que homenageia os que lutaram na guerra. Algumas cidades cancelaram a marcha por questões de segurança, e houve alegações de ataques ucranianos em regiões próximas.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, utilizou o recente Dia da Vitória, celebrado em nove de maio, para reforçar a narrativa de unidade e sacrifício em meio à invasão da Ucrânia. Durante a cerimônia na Praça Vermelha, Putin declarou que “a verdade e a justiça estão do nosso lado”, enquanto estava acompanhado pelo presidente da China, Xi Jinping. Este evento, que marca a vitória soviética sobre a Alemanha nazista, foi o quarto Dia da Vitória de Putin sem uma vitória clara em sua “operação militar especial” na Ucrânia.
A participação de líderes internacionais, como Xi Jinping, foi uma demonstração de apoio à Rússia. No entanto, uma pesquisa recente do centro independente Levada revelou que 61% dos russos desejam iniciar negociações com a Ucrânia, um aumento significativo em relação ao ano passado. O apoio à continuidade da guerra caiu para 30%, refletindo um crescente cansaço entre a população russa.
Exibição de Força
O desfile militar incluiu a participação de tropas de países aliados, como China e Vietnã, e destacou a presença de veículos blindados. Putin enfatizou a importância da unidade em questões militares e civis, afirmando que a Rússia trabalha para sua “grandeza e prosperidade”. A segurança em Moscou foi intensificada, com o bloqueio de internet em dispositivos móveis e um grande contingente policial.
Apesar do clima de celebração, a guerra na Ucrânia continua a gerar descontentamento. O presidente da Ucrânia, Volodímir Zelenski, lembrou que mais de oito milhões de ucranianos morreram durante a invasão nazista, contrastando com a tentativa de Putin de associar o sacrifício soviético à atual invasão. A marcha “Regimento Imortal”, que homenageia os que lutaram na Segunda Guerra Mundial, também incluiu fotos de combatentes da guerra atual, embora o evento tenha sido cancelado em várias cidades por questões de segurança.
Reações Internacionais
A ausência de líderes ocidentais no evento foi notável, especialmente em um momento em que as negociações sobre a Ucrânia estão estagnadas. O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desdenhou do Dia da Vitória, afirmando que “nenhum país fez mais, de longe, que os Estados Unidos”. Em resposta, Putin destacou o papel das tropas soviéticas na vitória da Segunda Guerra Mundial, minimizando a contribuição dos aliados.
A presença de líderes como o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e outros mandatários de países aliados foi vista como uma tentativa de Putin de mostrar que não está isolado internacionalmente. O desfile, que se tornou uma exibição de força, também incluiu a apresentação de novos equipamentos militares, embora a eficácia deles na Ucrânia tenha sido questionada.
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