O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a Rússia em um momento de tensão global por causa da guerra na Ucrânia. Durante a visita, Celso Amorim, assessor de Lula, sugeriu que a Ucrânia deveria abrir mão da Crimeia e não se juntar à OTAN para conseguir a paz. Lula pediu a Vladimir Putin um cessar-fogo de 30 dias, mas a resposta foi inconclusiva. Amorim destacou que a paz ideal pode não ser alcançada e que a situação atual pode levar a um prolongamento do conflito, resultando em mais mortes. Ele também comentou que a Europa pode não ter recursos para apoiar a Ucrânia a longo prazo, apesar das promessas. Amorim acredita que a entrada da Ucrânia na OTAN é improvável e que a Rússia não aceitará isso. A visita de Lula teve como objetivo principal participar das comemorações do fim da Segunda Guerra Mundial e reforçar laços com a Rússia, sem discutir a possibilidade de uma missão de paz do Brasil na Ucrânia.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, realizou uma visita à Rússia em meio a tensões globais causadas pela guerra na Ucrânia. A viagem ocorreu no dia 10 de maio e teve como objetivo discutir a situação do conflito e buscar um cessar-fogo. Lula se reuniu com o presidente russo, Vladimir Putin, e solicitou uma trégua de 30 dias, mas a resposta de Putin foi inconclusiva.
Durante a visita, o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, sugeriu que a Ucrânia deveria abrir mão da Crimeia e não se juntar à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para alcançar a paz. Amorim destacou que essa é uma visão pragmática e que a “paz ideal” pode nunca ser alcançada. Ele também mencionou a possibilidade de plebiscitos em cinco ou dez anos para discutir a situação dos territórios ocupados pela Rússia.
A reunião entre Lula e Putin ocorreu no Kremlin, onde Amorim foi apresentado como um “velho amigo” do líder russo. O assessor afirmou que a conversa foi mais geral e focada em temas bilaterais, sem entrar em detalhes sobre o cessar-fogo. Putin indicou que avaliaria a proposta, mas não se comprometeu com um acordo imediato.
Amorim também comentou sobre a capacidade da Europa de apoiar a Ucrânia financeiramente, afirmando que muitos países europeus enfrentam dificuldades internas e não conseguirão sustentar um apoio prolongado. Ele ressaltou que a entrada da Ucrânia na OTAN é uma questão complexa e que a Rússia não aceitaria essa adesão.
A visita de Lula à Rússia gerou críticas, mas Amorim defendeu que o objetivo principal foi promover a paz. Ele afirmou que o Brasil não deve se preocupar com a imagem diante das críticas ucranianas, pois a busca pela paz é o foco central da diplomacia brasileira.
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