Em um fórum em Madrid, ex-presidentes da América Latina e líderes do Partido Popular discutiram a crise na Venezuela e a influência de Donald Trump. O presidente do partido, Alberto Núñez Feijóo, destacou a ameaça do populismo e a importância de unir forças contra o autoritarismo na América Latina. O evento apoiou a oposição venezuelana, mas mostrou divisões sobre como lidar com Trump e a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. Os ex-presidentes Mariano Rajoy e José María Aznar defenderam a importância dos Estados Unidos como aliado da Europa, enquanto outros, como o ex-presidente argentino Mauricio Macri, expressaram apoio a Trump. Felipe Calderón, do México, criticou os impostos dos EUA e falou sobre mudanças no cenário global. Rajoy também criticou a Rússia e os BRICS, pedindo uma defesa comum na Europa e um acordo comercial com o Mercosul. A presença da China na América Latina gerou opiniões divergentes, com alguns ex-presidentes defendendo uma abordagem mais pragmática em relação ao país. Jorge Tuto Quiroga, da Bolívia, criticou Nicolás Maduro e a falta de uma estratégia clara da oposição. Edmundo González, da Venezuela, e Maria Corina Machado, que participou por videoconferência, agradeceram o apoio internacional e afirmaram que o modelo de Maduro é insustentável.
A crise política na Venezuela e a ascensão de Donald Trump no cenário internacional foram temas centrais em um fórum realizado em Madrid. O evento, promovido pelo Grupo Democracia e Liberdade, contou com a presença de ex-presidentes latino-americanos e líderes do Partido Popular (PP), incluindo Alberto Núñez Feijóo, Mariano Rajoy e José María Aznar.
Durante o encontro, Núñez Feijóo destacou que “ninguém está alheio à ameaça populista, nem mesmo a Espanha”. Ele defendeu a necessidade de unir forças contra o autoritarismo na América Latina. O fórum também ofereceu apoio à oposição venezuelana, representada por Edmundo González e Maria Corina Machado, embora tenha revelado divisões na direita sobre como lidar com Trump e a guerra comercial entre Estados Unidos e China.
Aznar classificou Trump como líder de uma “corrente populista” que se aproveitou do descontentamento popular. Ele enfatizou que, independentemente de Trump, os Estados Unidos continuarão sendo um aliado essencial para a Europa. O ex-presidente argentino Mauricio Macri também defendeu a aliança com os EUA, enquanto o ex-presidente mexicano Felipe Calderón questionou a lógica econômica dos novos impostos impostos pela Casa Branca.
Divisões sobre a China
As opiniões sobre a presença da China na América Latina foram divergentes. Núñez Feijóo pediu uma aproximação entre países ocidentais baseados em valores comuns, enquanto ex-líderes latino-americanos, como Luis Lacalle Pou, argumentaram que a China é um parceiro econômico indispensável. Lacalle Pou defendeu uma abordagem mais pragmática, afirmando que “os interesses comerciais pesam mais que as ideologias”.
O ex-presidente boliviano Jorge Tuto Quiroga criticou abertamente Nicolás Maduro e o ex-presidente espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, chamando-o de “canceller de três tiranias”. Ele enfatizou a importância de Maria Corina Machado para a oposição venezuelana, afirmando que “ela é mais relevante para nós do que Zelenski para a Europa”.
O evento, que não permitiu perguntas da plateia ou da imprensa, também teve a participação de González, que, após um período hospitalar, reiterou a insustentabilidade do modelo de Maduro e pediu um “continente livre de comunismo e tiranias”.
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