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Microsoft revela planos de IA para Walmart em meio a protestos durante evento

Protestos marcam evento da Microsoft, onde chefe de IA revela planos com Walmart enquanto manifestantes criticam a relação da empresa com Israel.

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Durante um protesto, Neta Haiby, chefe de segurança da IA da Microsoft, mostrou uma conversa interna sobre a parceria da empresa com o Walmart, revelando que o Walmart estava pronto para integrar tecnologias da Microsoft. A mensagem mencionava que uma ferramenta chamada MyAssistant, desenvolvida pelo Walmart, precisava de mais segurança. O protesto focou em Sarah Bird, responsável pela IA responsável na Microsoft, e um manifestante acusou a empresa de estar envolvida em crimes em Gaza. Outros funcionários também interromperam apresentações, expressando descontentamento com a relação da Microsoft com o exército israelense. Esses protestos são parte de uma série de manifestações contra o uso das tecnologias da Microsoft em ações militares.

Microsoft enfrentou protestos durante sua conferência Build, em Seattle, onde manifestantes criticaram a empresa por sua relação com a militarização israelense. A chefe de segurança da IA, Neta Haiby, revelou detalhes de uma parceria com o Walmart durante o evento, o que gerou mais tensão.

Durante a apresentação, Haiby mostrou uma conversa interna do Teams, destacando que o Walmart estava “pronto para ROCK AND ROLL” com as tecnologias da Microsoft. A mensagem indicava que um dos ferramentas do Walmart, chamada MyAssistant, precisava de “guardrails” devido ao seu poder excessivo. O assistente utiliza dados e modelos de linguagem da Azure OpenAI Service.

Os protestos foram liderados por grupos como No Azure for Apartheid, que acusaram a Microsoft de “lavar as mãos” em relação aos crimes em Gaza. Um dos manifestantes, Hossam Nasr, criticou diretamente a chefe de IA responsável, Sarah Bird, durante a sessão. Ele foi um dos funcionários demitidos após organizar um vigília em memória de palestinos mortos.

Interrupções semelhantes ocorreram em outros momentos do evento, incluindo um protesto de um trabalhador palestino que chamou a Microsoft de cúmplice em genocídio. As manifestações refletem um crescente descontentamento entre os funcionários da Microsoft sobre o uso de suas tecnologias em contextos militares.

Nos últimos meses, a Microsoft e outras empresas de tecnologia têm enfrentado pressão para reconsiderar suas parcerias com o setor militar, enquanto a controvérsia sobre o uso de IA em operações militares continua a crescer.

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