O Congresso dos EUA decidiu bloquear uma lei da Califórnia que proíbe a venda de carros apenas a gasolina até 2035. Essa decisão, apoiada por republicanos e montadoras, retira a isenção que permitia à Califórnia ter padrões de emissões mais rigorosos que os federais. A votação, que foi de 51 a 44, levantou preocupações sobre o uso de um “opção nuclear” para impedir a lei. O presidente Donald Trump deve assinar a medida, o que pode levar a uma disputa legal, já que o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, anunciou que o estado processará o governo federal. A Califórnia, que já tem uma boa parte de suas vendas de carros novos como elétricos, contava com o apoio de outros estados que queriam regras semelhantes. Críticos da nova decisão afirmam que os padrões de emissões são importantes para a saúde e a qualidade do ar, enquanto defensores da lei argumentam que a interrupção dos padrões é um erro em relação à crise climática. Historicamente, o Congresso não se envolveu em questões de emissões da Califórnia, mas essa votação marca uma mudança significativa.
O Congresso dos EUA votou para bloquear uma importante lei da Califórnia que proíbe a venda de carros apenas a gasolina até 2035. A medida, que recebeu apoio de republicanos, empresas de energia e montadoras, anula a isenção que permitia ao estado estabelecer padrões de emissões mais rigorosos que os federais.
A votação, que ocorreu em um contexto de crescente preocupação com a poluição e as mudanças climáticas, foi considerada uma vitória para os opositores da lei. O presidente Donald Trump deve assinar a medida, o que pode desencadear uma batalha legal. O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, afirmou que o estado processará o governo federal, alegando que essa intervenção prejudica a saúde e os meios de vida dos californianos.
A Califórnia, que já possui um quarto de suas vendas de carros novos representadas por veículos elétricos, tinha o apoio de outros estados, como Nova York e Massachusetts, que planejavam adotar regras semelhantes. Esses estados representam mais de um terço do mercado automotivo dos EUA. A proposta da Califórnia visava aumentar a participação de veículos elétricos nas vendas, com uma meta de 35% até 2026.
Críticos da nova decisão argumentam que os padrões de emissões são essenciais para reduzir custos para os motoristas e melhorar a qualidade do ar. O presidente do grupo de lobby da indústria automotiva, John Bozzella, destacou que as preocupações estavam relacionadas ao mandato e não à tecnologia. Por outro lado, a Natural Resources Defense Council defendeu que a interrupção dos padrões não faz sentido, pois eles são fundamentais para enfrentar a crise climática.
Historicamente, o Congresso evitou se envolver em disputas sobre as normas de emissões da Califórnia. A votação final ocorreu com um resultado de 51 a 44, seguindo linhas partidárias, e levantou preocupações sobre o uso de um “opção nuclear” para bloquear a isenção.
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