Javier Moreno, em seu livro “¿Quién manda aquí?”, discute o poder dos presidentes da América Latina, mostrando que, apesar de serem vistos como figuras poderosas, eles têm dificuldade em resolver problemas como violência e corrupção. Moreno afirma que esses líderes têm mais poder para fazer o mal do que para fazer o bem. O autor analisa as pressões e desafios que os presidentes enfrentam, revelando que muitas vezes eles precisam escolher entre opções ruins e lidar com forças como o crime organizado e os meios de comunicação. O livro inclui relatos de sete ex-presidentes, como Michelle Bachelet e Dilma Rousseff, e destaca a situação crítica do México, onde a violência aumentou apesar de alguns avanços. Moreno acredita que a incapacidade do Estado é um problema estrutural, mas também aponta que os presidentes são responsáveis por essa situação. Ele observa que a América Latina parece perder oportunidades repetidamente, independentemente do partido no poder. Embora o livro retrate uma realidade difícil, Moreno também vê possibilidades de progresso no futuro.
Javier Moreno, ex-diretor de EL PAÍS, lançou o livro “¿Quién manda aquí?”, que analisa a dinâmica do poder na América Latina. A obra, apresentada em Madrid, discute a incapacidade dos presidentes em resolver problemas como violência e corrupção.
Moreno afirma que “o poder dos presidentes de América Latina é assimétrico”, pois eles têm capacidade para fazer o mal, mas pouco para promover o bem. O autor desmonta a imagem de líderes onipotentes, revelando os dilemas e pressões enfrentadas por eles.
O livro inclui relatos de sete ex-presidentes, como Michelle Bachelet, Fernando Henrique Cardoso e Dilma Rousseff. As experiências compartilhadas mostram as dificuldades em lidar com questões urgentes e a influência de poderes fáticos, como o crime organizado e os meios de comunicação.
Moreno destaca que, nos últimos trinta anos, a explosão de violência no México não reflete os avanços em outras áreas. Ele atribui essa situação ao fracasso do Estado e à expansão dos cartéis de drogas, que geram insegurança e ingovernabilidade.
O autor critica a percepção de que América Latina perde oportunidades repetidamente, com presidentes que não cumprem promessas. Apesar do cenário desolador, Moreno acredita que há espaço para esperança e progresso nas sociedades da região.
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