Iranianos e americanos começaram a quinta rodada de negociações nucleares em Roma, mas as expectativas de um acordo são baixas. O Irã está avaliando a postura dos EUA e pode endurecer sua posição devido a novas sanções. Os EUA exigem a interrupção total do enriquecimento de urânio, algo que o Irã considera inaceitável. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que a participação do país nas conversas é para entender as intenções dos EUA. Ele afirmou que um acordo só seria possível com a condição de “zero armas nucleares”, mas que “zero enriquecimento” não levaria a um acordo. O governo iraniano defende que seu programa nuclear é pacífico e está disposto a aceitar monitoramento internacional, mas não abrirá mão do direito de enriquecer urânio. Por outro lado, os EUA, através do enviado Steve Witkoff, afirmaram que não aceitarão nenhuma capacidade de enriquecimento. As novas sanções dos EUA visam o setor de construção iraniano, que é controlado pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica. A situação se torna mais tensa à medida que o Irã enriquece urânio acima dos limites permitidos pelo acordo de 2015, acumulando cerca de 200 quilos de urânio enriquecido a até 60%, o que preocupa a comunidade internacional.
Iranianos e americanos iniciam nesta sexta-feira, 23, em Roma, a quinta rodada de negociações nucleares. As conversas ocorrem em um clima de desconfiança, com o Irã avaliando a postura dos EUA e considerando endurecer sua posição diante das novas sanções.
Fontes iranianas indicam que as expectativas de um acordo são baixas. Os EUA insistem na interrupção total do enriquecimento de urânio, uma exigência que Teerã considera inaceitável e que poderia levar ao colapso das negociações. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que a participação do país nas conversas é para avaliar as intenções de Washington, não para buscar um avanço.
Araghchi destacou que “zero armas nucleares = temos um acordo”, enquanto “zero enriquecimento = não temos um acordo”. O governo iraniano mantém que seu programa nuclear é pacífico e está disposto a aceitar monitoramento internacional, mas não abrirá mão do direito de enriquecer urânio.
Pressão Americana
Os EUA, por sua vez, têm endurecido sua posição. O enviado americano, Steve Witkoff, afirmou que não aceitarão “nem sequer um por cento” de capacidade de enriquecimento. Essa mudança de postura gerou ceticismo em Teerã, que questiona a sinceridade de Washington nas negociações.
Além disso, o governo dos EUA impôs novas sanções, identificando o setor de construção iraniano como controlado pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). A porta-voz do Departamento de Estado, Tammy Bruce, afirmou que essas medidas visam impedir o Irã de adquirir materiais estratégicos para seus programas nucleares e militares.
As tensões aumentam à medida que o Irã enriquece urânio a níveis superiores aos permitidos pelo acordo de 2015, o que gera preocupações na comunidade internacional. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) alertou que o país acumula cerca de 200 quilos de urânio enriquecido a até 60%, quantidade suficiente para potencialmente produzir armas nucleares.
Entre na conversa da comunidade