A Namíbia criou o Dia Nacional de Lembrança do Genocídio, reconhecendo oficialmente pela primeira vez a morte de mais de 70 mil africanos entre 1904 e 1908. A data foi escolhida para coincidir com o fechamento dos campos de concentração alemães em 28 de maio de 1907 e tem como objetivo ajudar as comunidades Ovaherero e Nama a se curarem. Esse genocídio, considerado o primeiro do século XX, envolveu torturas e mortes em massa, com uma ordem de extermínio emitida por um oficial alemão. O governo namibiano planeja marcar a data com um minuto de silêncio e uma vigília em frente ao parlamento em Windhoek. Nos últimos anos, a Alemanha tem sido pressionada a oferecer reparações e um pedido formal de desculpas. Em 2021, o governo alemão reconheceu o genocídio e propôs um pacote de 1,1 bilhão de euros em ajuda ao desenvolvimento, mas sem um pedido de desculpas, o que foi rejeitado pela Namíbia. Ativistas e descendentes de vítimas criticaram a proposta, afirmando que o dinheiro não pode substituir a perda de terras e patrimônio. O debate sobre reparações continua, com muitos pedindo a devolução das terras ancestrais que estão com a comunidade de língua alemã.
A Namíbia instituiu o Dia Nacional de Lembrança do Genocídio, reconhecendo oficialmente pela primeira vez o massacre de mais de 70 mil africanos entre 1904 e 1908. A data, escolhida para coincidir com o anúncio do fechamento dos campos de concentração alemães em 28 de maio de 1907, visa promover um processo de cura para as comunidades Ovaherero e Nama, que resistiram à colonização.
O genocídio, considerado por historiadores como o primeiro do século XX, envolveu a utilização de campos de concentração e experimentos pseudocientíficos por oficiais alemães. As vítimas foram alvo de um ordem de extermínio emitida por Lothar von Trotha, que resultou em torturas e mortes em massa. O governo namibiano planeja marcar o novo feriado com um minuto de silêncio e uma vigília de velas em frente ao parlamento em Windhoek.
Nos últimos anos, a Alemanha enfrentou crescente pressão para oferecer reparações e um pedido formal de desculpas. Em 2021, o governo alemão reconheceu o genocídio e propôs um pacote de 1,1 bilhão de euros em ajuda ao desenvolvimento, mas sem mencionar reparações. A Namíbia rejeitou a oferta, considerando-a insuficiente e sem um pedido de desculpas formal.
Ativistas e descendentes de vítimas expressaram descontentamento com a proposta, afirmando que o dinheiro não substitui a perda de terras e patrimônio. Um grupo representando as famílias das vítimas criticou a abordagem da Alemanha, considerando-a uma demonstração de mentalidade racista. Embora um novo acordo esteja sendo discutido, muitos ainda se sentem excluídos do processo.
Historiadores ressaltam a ironia de a Alemanha não ter pago reparações, mesmo após ter extraído compensações dos Ovaherero e Nama antes do genocídio. O debate sobre a reparação continua, com muitos clamando pela devolução das terras ancestrais atualmente nas mãos da comunidade de língua alemã.
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