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Israel é pressionado a retirar tropas do sul do Líbano, afirma primeiro-ministro libanês

Primeiro-ministro libanês exige pressão dos EUA para retirada israelense de áreas no sul do Líbano, alegando descumprimento de acordos.

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O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, pediu que os Estados Unidos pressionem Israel a retirar suas tropas de cinco locais no sul do país. Ele afirmou que Israel não cumpriu os acordos feitos em um pacto mediado pelos EUA em novembro, que visava estabilizar a região após meses de conflitos com o Hezbollah. Salam destacou que o Líbano tem respeitado suas obrigações e que o exército libanês está assumindo o controle do sul. Ele criticou a presença israelense, dizendo que é um obstáculo para o governo libanês e que Israel não precisa estar lá, já que hoje existem tecnologias de monitoramento avançadas. Apesar do acordo, Israel afirmou que permanecerá nas áreas em questão para proteger seus cidadãos, alegando que o exército libanês ainda não controla a região. Salam, que é visto como um reformista, quer que o Líbano recupere sua soberania e que apenas o exército libanês tenha armas no país.

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, solicitou pressão dos Estados Unidos para que Israel retire suas tropas de cinco locais no sul do país. Salam afirmou que Israel não cumpriu os compromissos estabelecidos em um acordo mediado pelos EUA em novembro do ano passado, que visava estabilizar a região após meses de conflitos.

Em entrevista à CNN, Salam destacou que a ocupação israelense está prejudicando os esforços de Beirute para restaurar a soberania nacional. Ele afirmou que o exército libanês está consolidando o controle sobre o sul do Líbano e que Hezbollah, grupo militante apoiado pelo Irã, está comprometido com um acordo que estabelece que apenas as forças armadas libanesas podem portar armas.

Salam criticou a presença israelense, afirmando que “é uma linha vermelha para todos”, não apenas para Hezbollah. Ele argumentou que Israel justifica sua presença por motivos de segurança, mas ressaltou que a tecnologia moderna, como imagens de satélite e drones, torna essa justificativa obsoleta. O primeiro-ministro enfatizou que deseja a retirada israelense “ontem, não amanhã”.

Israel, por sua vez, defende que sua presença é necessária até que o exército libanês assuma o controle total da região, especialmente em áreas onde Hezbollah opera. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que as tropas permanecerão “indefinidamente” para proteger a população do norte. A situação continua sendo monitorada por Estados Unidos, França e Nações Unidas.

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