Daniel Ortega, o líder da Nicarágua, voltou a se manifestar contra a comunidade internacional após um período de ausência. Ele ameaçou expulsar diplomatas que se intrometam nos assuntos do país, afirmando que a Nicarágua respeita sua soberania. Ortega fez essas declarações durante um evento militar, onde também criticou o encarregado de negócios dos EUA em Cuba, acusando-o de querer controlar o país. Essa postura agressiva ocorre em um momento em que o governo de Ortega tem adotado medidas autoritárias, como a prisão de líderes militares e a reforma da Constituição. O regime já expulsou em outras ocasiões embaixadores de diferentes países, incluindo o Brasil e a Espanha, e tem restringido as atividades diplomáticas em Managua. A situação se torna cada vez mais tensa, com o governo chamando embaixadores para confrontá-los sobre suas posições.
Daniel Ortega, líder sandinista da Nicarágua, voltou a se manifestar publicamente após quase um mês de ausência. Em um evento no dia 2 de junho, ele ameaçou expulsar diplomatas que se intrometam nos assuntos internos do país. A declaração foi feita durante uma cerimônia de promoção de generais do Exército, onde Ortega reafirmou sua postura agressiva em relação à comunidade internacional.
O presidente da Nicarágua declarou: “Aqui, nós temos bem clara nossa posição frente aos embaixadores que queiram se entrometer”. Ele citou uma canção da propaganda oficial para reforçar sua mensagem, enfatizando que qualquer diplomata que interfira será expulso. Essa ameaça ocorre em um contexto de crescente autoritarismo do governo, que já desmantelou o sistema judicial e reformou a Constituição.
A tensão entre Ortega e a comunidade internacional se intensificou após a convocação do encarregado de Negócios dos Estados Unidos em Cuba, que, segundo Ortega, “começou a querer mandar em Cuba”. O líder sandinista criticou a interferência externa e reafirmou a soberania da Nicarágua.
Medidas Restritivas
Fontes próximas ao governo relataram que o regime implementou medidas para restringir as atividades do corpo diplomático em Managua. Isso inclui a eliminação da figura de “decano diplomático” e a imposição de restrições à mobilidade dos diplomatas. A situação é tão tensa que o Ministério de Relações Exteriores tem convocado embaixadores de países como França e Alemanha para confrontá-los.
Historicamente, o governo de Ortega já expulsou embaixadores, como o representante da Embaixada do Brasil em agosto de 2024, e proibiu o retorno da embaixadora da Espanha após uma viagem. A expulsão do nuncio do Vaticano em 2022 também marcou um ponto de inflexão nas relações entre a Santa Sé e Managua. Atualmente, os Estados Unidos não têm um embaixador na Nicarágua, apenas um encarregado de negócios.
Entre na conversa da comunidade