- Na segunda-feira, Jimmy Lai foi considerado culpado de crimes de segurança nacional, incluindo conspiração para publicar publicações sediciosas e conspiração para conluio estrangeiro.
- O veredito encerra um julgamento marcante sobre o movimento pró-democracia de Hong Kong e pode render pena de prisão perpétua.
- O julgamento durou quase dois anos, com atrasos, desafios legais e intervenções do governo.
- Lai, de 78 anos, continua preso desde 2020; a família teme pela saúde dele durante o processo.
- Lai liderou veículos de imprensa pró-democracia, como Apple Daily e Next Magazine, que tiveram papel central na história de Hong Kong.
Jimmy Lai foi condenado, nesta segunda-feira, por crimes ligados à segurança nacional em Hong Kong. O tribunal o declarou culpado de conspiração para publicar publicações sediciosas e de conspiração para conluio estrangeiro. A sentença pode chegar à prisão perpétua.
O empresário de 78 anos ficou preso desde 2020 e já respondia a múltiplas acusações, totalizando quase dez anos de cumprimento em sentenças distintas e uma acusação de fraude. A condenação encerra um dos processos mais marcantes contra o movimento pró-democracia na cidade.
A decisão ocorreu no contexto de um amplo acirramento das ações de segurança nacional em Hong Kong, alvo de críticas internacionais. A promotoria sustenta que Lai nutria ódio ao governo chinês e planejava derrubar o Partido Comunista, mesmo com custos à população da PRC e de Hong Kong.
Contexto e impacto
As investigações envolvem a Apple Daily e a Next Magazine, veículos fundados por Lai e símbolos da imprensa independente na cidade. Ativistas, advogados e políticos já enfrentaram ações judiciais, fuga de líderes ao exterior e longos períodos de detenção.
Familiares de Lai expressaram temores quanto à saúde dele durante o processo, elevando o interesse público sobre o tratamento ao qual está submetido. A defesa ainda pode recorrer da decisão, seguindo os ritos legais e prazos previstos.
Panorama da trajetória
Lai construiu um império que incluía uma rede de lojas Giordano e um grupo de mídia conhecido por críticas abertas ao governo. Aos 12 anos deixou a China continental para Hong Kong, onde emergiu como um dos nomes mais conhecidos do setor empresarial e político local.
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