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França pode aprender com a luta antimafia italiana, diz Amine Kessaci

Mehdi é morto a pleno dia em Marselha; caso impulsiona debate sobre violência do narcotráfico, resposta do Estado e o papel da cultura na luta antimanifestações

Marcha en recuerdo de Mehdi Kessaci, asesinado por dos sicarios en Marsella.
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  • Em Marselha, Mehdi Kessaci, irmão de Amine Kessaci, foi assassinado a plena luz do dia por dois sicários em novembro, elevando o caso a símbolo da luta contra o narcotráfico.
  • Amine, autor do livro Marselha, seca tus lágrimas, vive sob proteção policial e saiu de casa usando chaleco balas; ele tornou-se referência na resistência ao crime organizado.
  • O episódio reacende debates sobre a resposta do Estado, o papel da cultura e a possibilidade de candidaturas municipais para priorizar a questão das drogas.
  • Amine aponta que o fenômeno é nacional, não apenas de Marselha, com redes ligadas à Bélgica e presença de grupos mafiosos em várias cidades francesas; menciona a possibilidade de relação com a DZ Mafia.
  • Ele afirma que a luta precisa de apoio amplo da cultura, educação, alternativas econômicas ao tráfico e políticas de justiça, sem tornar-se tema partidário, embora possa buscar ser candidato para colocar a questão como prioridade.

O assassinato de Mehdi, irmão de Amine Kessaci, ocorrido em plena luz do dia, reacende o debate sobre o narcotráfico em Marsella. O crime, cometido por dois sicários a bordo de uma motocicleta, ocorreu em novembro, seguida pela assinatura de um período de proteção policial para Amine. A cidade vive uma escalada de violência relacionada ao crime organizado.

Amine, autor do livro Marsella, seca tus lágrimas, que descreve a violência na cidade, tornou-se símbolo de resistência. Ele vive sob proteção policial e usa colete à prova de balas para sair de casa. O caso elevou seu papel público na luta contra o tráfico e suscitou perguntas sobre atuação estatal, cultura e possíveis candidaturas locais.

O Ministério do Interior francês classificou o assassinato como um crime de intimidação. A violência marcaria o primeiro ataque desse tipo na cidade desde a década de 1980, quando o Estado enfrentou o crime organizado e procuradores como referência histórica da repressão. A prefeitura de Marsella não comentou publicamente detalhes de segurança.

Amine afirmou que a cidade não é um caso isolado; o problema é visto como fenômeno nacional, com episódios em várias regiões. Ele indicou que redes criminosas marselhesas teriam ligações com Bélgica e que a resposta deve ocorrer em nível nacional, com ações de persecução, confiscos de bens e reforço institucional.

A atuação cultural também ganhou destaque na denúncia. Amine criticou a ausência de apoio de figuras da cultura e da literatura após o assassinato de seu irmão. Ele destacou a necessidade de uma mobilização ampla, com participação de artistas, intelectuais e comunidades para enfrentar a violência ligada ao narcotráfico.

O político e o público ainda discutem como tratar o tema nas políticas públicas locais. Amine declarou que, independentemente de uma candidatura, pretende colocar a droga como prioridade central em futuras agendas municipais. Ele descreveu a luta como símbolo que pode mobilizar diversas frentes sociais.

Entre as medidas discutidas, destacam-se ações de educação, oportunidades econômicas e maior investimento na justiça. Amine afirmou que o combate ao crime organizado exige respostas integradas, não apenas de segurança, e que o Estado precisa agir de forma decisiva para evitar o surgimento de novos casos.

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