- Turistas que entram na Nicarágua enfrentam nova proibição de entrada de Bíblias, jornais, livros e, ainda, drones e câmeras, além de itens cortantes e alimentos perecíveis; avisos foram afixados nos terminais da Tica Bus na Costa Rica.
- A restrição inclui materiais religiosos e impressos e é aplicada a passageiros com destino a Manágua; representantes da Tica Bus em El Salvador e Honduras confirmaram que a medida está em vigor há mais de seis meses.
- A organização Christian Solidarity Worldwide (CSW) considera a proibição alarmante e pede sua revogação, argumentando que reforça o controle de informações e o silenciamento de vozes independentes.
- O histórico de repressão na Nicarágua inclui cancelamento de milhares de ONGs desde 2018, vigilância a instituições religiosas e restrições a eventos públicos; o país deixou o Conselho de Direitos Humanos da ONU em março.
- Relatórios internacionais, como o da CSW, indicam 222 casos de perseguição religiosa em 2024 e 46 líderes religiosos detidos; a Nicarágua ocupa a 30ª posição na Lista Mundial da Perseguição de 2025.
A Nicarágua voltou a restringir a entrada de itens impressos e de uso eletrônico no território. Passageiros que chegam ao país enfrentam proibição de Bíblias, jornais, revistas e livros, além de drones e câmeras, conforme avisos na Tica Bus, cuja linha liga a Costa Rica a Manágua.
Segundo a organização Christian Solidarity Worldwide (CSW), os avisos foram afixados nos terminais da Tica Bus na Costa Rica. Passageiros com destino à capital nicaraguense não podem levar esses itens, nem objetos cortantes ou alimentos perecíveis.
Representantes da Tica Bus em El Salvador confirmaram a restrição. Um funcionário da empresa no Honduras afirmou que a regra está em vigor há mais de seis meses. A CSW classifica a medida como alarmante diante do atual ambiente de liberdades restringidas.
Detalhes da restrição
A entrada de materiais religiosos e impressos integra um conjunto de ações de controle de informações. Analistas apontam que a medida reforça a estratégia do governo de silenciar vozes independentes dentro do país.
Contexto de repressão
O histórico inclui cancelamento de milhares de ONGs e vigilância a instituições religiosas. Em 2019, a imprensa também sofreu com medidas de restrição à importação de tinta e papel, contribuindo para o fechamento de veículos de comunicação.
Desde abril de 2018, mais de 5 mil organizações perderam status legal, entre elas 1.300 grupos religiosos. Em março, a Nicarágua deixou o Conselho de Direitos Humanos da ONU, após críticas a restrições a direitos humanos e liberdades.
A CSW reporta 222 casos de perseguição religiosa em 2024, com 46 líderes detidos. A situação coloca a Nicarágua na 30ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2025.
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