- O ataque a tiros em Bondi, Sydney, deixou 16 mortos e 40 feridos hospitalizados, no domingo, durante a celebração de Hanukkah, conforme balanço divulgado no início da manhã desta segunda-feira.
- Não fica claro se o número inclui o atirador, que também morreu; a polícia encontrou artefatos explosivos improvisados em um veículo próximo à praia.
- O incidente ocorreu durante o evento “Chanukah by the Sea”, que reunia cerca de mil pessoas, e foi classificado como ataque terrorista pelas autoridades.
- Um homem que enfrentou o atirador e sobrou com a arma foi reconhecido como herói; o suspeito desarmado foi identificado pela mídia como Ahmed al Ahmed, de 43 anos, que ficou ferido e hospitalizado.
- A investigação ganhou repercussão internacional, com condenações de líderes estrangeiros e expressões de solidariedade, em meio à comoção pela perda de vidas.
Uma onda de tiros interrompeu o evento Chanukah by the Sea em Bondi, Sydney, neste domingo. A polícia investiga se houve motivação terrorista, após o ataque que deixou dezenas de feridos e provocou o deslocamento de cenas de pânico na praia. O saldo inicial aponta vítimas em estado grave.
Segundo as autoridades, 16 pessoas morreram e 40 permanecem hospitalizadas nesta segunda-feira, 15, conforme atualização da polícia de Nova Gales do Sul. Não ficou claro se o número inclui o atirador morto no local.
O ataque ocorreu durante a celebração da Hanukká, com cerca de mil participantes, na praia de Bondi. A polícia informou ter encontrado artefatos explosivos improvisados em um veículo próximo ao local, ligado ao atirador falecido.
Herói e vítimas
Foi reconhecido como herói um civil que confrontou o atirador, desarmando parte do equipamento e salvando vidas. O homem ficou ferido com dois tiros e foi hospitalizado; identificação divulgada pela imprensa local aponta Ahmed al Ahmed, de 43 anos, vendedor de frutas.
Entre os mortos está o rabino Eli Schlanger, de 41 anos, assistente no centro cultural judaico Chabad de Bondi. Informações do Ministério das Relações Exteriores indicam também a morte de um cidadão francês no ataque.
Reações e contexto
O primeiro-ministro australiano Anthony Albanese classificou o episódio como ataque direcionado contra judeus, ressaltando a necessidade de responder com união. Países e líderes reiteraram solidariedade à Austrália e condenaram o ato de violência.
Diversos governantes emitiram mensagens de repúdio. Em julho, o país reconheceu o Estado palestino, o que gerou críticas de alguns líderes estrangeiros. Autoridades australianas seguem apurando o ocorrido e o possível vínculo com redes terroristas.
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