- No primeiro ano de transição democrática na Síria, cerca de 1,2 milhão de refugiados retornaram ao país, e quase 2 milhões retornaram às suas localidades de origem.
- A recuperação é mais acelerada em Alepo e áreas fronteiriças; há relatos de pequenos negócios locais surgindo, como uma creperia de shawarma no centro da cidade.
- O retorno é acompanhado de desafios: aproximadamente 70% dos retornados dizem enfrentar problemas para alimentar as famílias; a reconstrução fiscal e institucional é lenta.
- Organizações internacionais alertam para déficits graves: a ONU estima que a população enfrenta insegurança alimentar em áreas críticas, com o custo de reconstrução calculado em cerca de 200 bilhões de dólares e apenas parte da infraestrutura funcionando.
- Principais obstáculos ao retorno estável são a falta de moradias e o desemprego: quase 70% dos entrevistados não conseguiram emprego, e muitos trabalham de forma temporária ou retornam a outros países.
Diante de um ano de transição democrática na Síria, cerca de 1,2 milhão de refugiados retornaram ao país, principalmente vindos da Turquia, Líbano e Jordânia. Outros quase 2 milhões voltaram às suas localidades. O retorno ocorre em meio a promessas de estabilidade e reconstrução.
Em Alepo, o retorno começou a ganhar ritmo. Famílias se reorganizam em bairros antes destruídos, com obras de reconstrução e a abertura de pequenos negócios locais. A economia, porém, continua fragilizada e depende de apoio externo para sustentar o retorno.
O contexto de deslocamento é marcado por décadas de guerra, que reduziram a economia e o sistema de saúde. O país enfrenta déficit em infraestrutura básica, como água, energia e serviços médicos, ampliando o desafio de absorção de populações retornadas.
Entre os retornados, há relatos de dificuldade para alimentar familiares e de problemas com moradia. Mais de 70% dos retornados relatam dificuldades nessa área, segundo avaliações de agências humanitárias.
ACNUR aponta dois grandes entraves para o processo: moradia adequada e geração de emprego estável. A agência ressalta que muitos retornados ocupam residências destruídas ou dividem imóveis com parentes.
A reconstrução é custeada por famílias e por iniciativas locais, com progressos variáveis. Em várias regiões, a rede de serviços ainda opera com capacidade limitada e dependente de apoio internacional.
As autoridades identificam avanços no retorno, mas destacam que a sustentabilidade depende de condições de segurança, infraestruturas restauradas e criação de oportunidades de trabalho a médio prazo.
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